As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 16/06/2020

No século XXI, relações interpessoais tem causado conflitos, o sociólogo polonês Zigmunt Bauman (1985 – 2017) diz que, com a globalização, as relações se afrouxaram, tornaram-se líquidas: nada mais é sólido, ao praticarmos o individualismo, favorecidos pelo uso excessivo da ‘internet’, em todos os âmbitos do nosso quotidiano, contudo a forma que as levam a modernidade líquida é vista de muitas formas, positivas e negativas.

Acaba-se tendo uma nova identidade social, destacando as relações líquidas que se tornam superficiais, está inteiramente relacionado com o mundo digital da atualidade, por um lado positivo facilita as interações sociais, contudo por outro lado acaba as tornando individuas, não são criados vínculos, afetos ou coletividade, logo a individualidade é inevitável.

No Brasil, uma das consequências das relações vazias é o transtorno de ansiedade que atinge 9,3% da população, sendo assim o país com mais casos de ansiedade no mundo, segundo a OMS.

Outro fato decorrente do individualismo crescente é o consumismo excessivo, causando depressão e ansiedade, como forma de preencher lacunas das relações superficiais. Isto é, as habilidades de o ser humano lidar com suas dificuldades tem sido substituída pela compra de bens materiais, já que há um sistema psicológico e capitalista relacionados, o qual oferece os subsídios necessários como crédito financeiro e marketing,para que a população compre mais e satisfaça-se menos.

Sendo assim o Ministério da Educação em parceira com o governo estadual deve incrementar na grade curricular do ensino médio aulas semanais com psicólogos, sobre interações sociais dentro e fora das redes sociais, desde sua infância até sua vida adulta.