As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 04/07/2020

As relações pessoais e a modernidade líquida

Com o advento da globalização,houve um processo de integração econômica, social, cultural e política,mudando o cenário contemporâneo e as relações interpessoais.Dessa forma,o conceito de modernidade líquida desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman se torna vigente,destacando a efemeridade e a fragilidade das esferas da vida social.Assim,os tempos líquidos tem se tornado um problema,gerado pelas redes sociais que intensificam a liquidez das relações e o incentivo ao consumismo pelo capitalismo globalizado,fazendo-se necessário adotar medidas para mudar esse paradigma.

Logo,priori,esse estilo de vida hodierno faz com que as pessoas adotem a prática do consumismo para suprir suas necessidades de vínculos pessoais,aderindo a valorização do “ter”,como sinônimo de grande apego aos bens materiais,no lugar do “ser”, que se pode definir como a busca de virtudes e moral para se tornar um indivíduo.Sobre esse aspecto,o consumismo exagerado tem se tornado uma das principais causas  da ansiedade,que segundo a Organização Mundial da Saúde acomete 8,6 milhões de brasileiros.Sob esse viés,as compras de bens materiais se tornam um meio para substituir e  preencher  as lacunas das relações superficiais e,como consequência,desencadeiam um aumento nos índices de transtornos psicológicos.

Outrossim,a dependência das redes sociais é exacerbada na modernidade líquida,seu intenso uso visa sortir a carência emocional ocasionada pelo individualismo,todavia,esse fator não possibilita a criação de laços afetivos,colaboração e coletividade.Diante do exposto,é possível inferir que a tecnologia é cada vez mais usada,entretanto,não proporciona os meios emocionais que o ser humano necessita.Em suma,o filósofo grego Aristóteles afirma no excerto,“O homem é um animal político”,que o homem é um ser que necessita dos outros, sendo, por isso, um ser carente e imperfeito, buscando a comunidade para alcançar a completude.

Portanto,para solucionar essa problemática,urge que o Ministério da Educação implante nas escolas palestras conscientizadoras como conteúdo obrigatório,por meio da inserção de psicólogos para realização das mesmas,de modo que possam orientar as crianças a criar laços afetivos duradouros,explicar a importância da interação social fora das redes e ensiná-los que o consumismo não supre os vínculos afetivos sociais,visando diminuir transtornos e doenças geradas pela vida solitária globalizada.Assim,as crianças crescerão cientes da transcendência das relações pessoais e  com saúde mental,garantindo um futuro utópico e o fim de uma sociedade consumista e individualista.