As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 03/07/2020
Segundo Bauman, sociólogo polonês, a falta de solidez nas relação sociais, políticas e econômicas são característica de uma ‘‘modernidade líquida’’ vivida no século XXI. Entretanto, o cenário visto pela população impede que isso aconteça na prática, devido, não só, as redes sociais, como também, o mundo globalizado. Nesse contexto, evidencia-se a necessidade de serem tomadas atitudes para reverter essa problemática.
Em primeira instância, com o uso das redes sociais aproximou quem estava longe e distanciou quem está perto, fazendo também, as relações sociais serem substituídas por curtidas, fofocas e status. Com isso, a OMS declarou que o Brasil é o pais com mais taxa de pessoas com transtornos ansiedade no mundo.
Entretanto, com o mundo globalizado há uma maior acessibilidade ao conhecimento e a novas culturas estar em constante evolução e transformação, de modo que a integração mundial por ela gerada é cada vez maior ao longo do tempo. Todavia, o preço do desenvolvimento evidencia-se diretamente no âmbito familiar. Segundo Durkheim, o comportamento familiar por meio da conversação é um fator determinante para a preparação do indivíduo para a sociedade, assim como para a formação de seu pensamento crítico.
Portanto, algo precisa ser feito com urgência para amenizar a questão. Logo, urge a mídia que decime e propague, por meio de seriados e novelas, a importância do relacionamento familiar para a sociedade a fim de desconstruir essa mentalidade social. Ademais, cabe ao Governo Federal, com auxílio do Ministério da Comunicação, que crie um novo órgão regulamentador auxiliar ao CONAR com intuito de assegurar que não haja abusos do mercado publicitário em vender um “bem-estar social”. Somente assim, a sociedade evoluirá ao ponto de interromper essa liquefação social.