As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 03/07/2020
O conceito de modernidade líquida foi desenvolvido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman e diz respeito a uma nova época em que as relações sociais, econômicas e de produção são frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos. O conceito opõe-se, na obra de Bauman, ao conceito de modernidade sólida, quando as relações eram solidamente estabelecidas, tendendo a serem mais fortes e duradouras.
Bauman definiu como modernidade líquida um período que se iniciou após a Segunda Guerra Mundial e ficou mais perceptível a partir da década de 1960. Esse sociólogo chamou de modernidade sólida o período anterior. A modernidade sólida era caracterizada pela rigidez e solidificação das relações humanas, das relações sociais, da ciência e do pensamento. A busca pela verdade era um compromisso sério para os pensadores da modernidade sólida.
As relações sociais e familiares eram rígidas e duradouras, e o que se queria era um cuidado com a tradição. Apesar dos aspectos negativos reconhecidos por Bauman da modernidade sólida, o aspecto positivo era a confiança na rigidez das instituições e na solidificação das relações humanas.
Outro fator de suma importância foi a assinatura e a vigência do Tratado de Versalhes, oficializado em janeiro de 1919. Dado como o principal acordo da Primeira Guerra Mundial, tal tratado impôs uma série de restrições, penas e indenizações sobre as nações que tinham perdido o conflito. Deste modo, ao invés de alcançar a paz, o tratado serviu somente para fomentar as diferenças e revanches que viriam a sustentar ideologicamente a ocorrência de uma nova guerra.