As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 06/07/2020

Em virtude do cenário atual,é possível observar a falsa necessidade de estarmos a todo o momento conectados. Tal comportamento é criticado pelo  Influente filósofo contemporâneo, Zygmunt Bauman, critica em seu célebre livro “Modernidade Liquida” a liquidez da sociedade moderna, sobretudo,apresenta-se como uma grave problemática na sociedade contemporânea, uma vez que constantemente mais indivíduos estão deixando de lado o convívio familiar para ficarem imersos ao ambiente virtual.

A priori, os avanços tecnocientíficos que ainda acontecem,deram abertura a mais  meios de comunicação, maior acessibilidade ao conhecimento e a novas culturas,  assim como diversas outras possibilidades só foram tangíveis devido aos avanços. Todavia, esse avanço no desenvolvimento evidencia-se diretamente no âmbito familiar. De acordo com Durkheim, o diálogo familiar é um fator determinante para a preparação do indivíduo para a sociedade, assim como para a formação de seu pensamento crítico. Destarte, uma sociedade que permanece ausente aos relacionamentos familiares tende a formar indivíduos despreparados ao convívio social, sendo esse o grande perigo que ameaça a sociedade contemporânea.

É lícito por situar,que os avanços no mercado publicitário permite  a permanência desta mentalidade social. A indústria da mídia - principal meio de comunicação em massa - constantemente vende a sociedade falsas necessidades que lhe são impostas,apresentando sempre um dispositivo tecnológico novo,assim, fazendo com gradativamente mais pessoas adotem essas tecnologias.

De acordo com os fatos supracitados,fica evidente, portanto, a necessidade da adoção de medidas capazes de reverter esse quadro social. Para tal, urge a mídia que decime e propague, por meio de seriados e novelas, a importância do relacionamento familiar para a sociedade a fim de desconstruir essa mentalidade social. Ademais, cabe ao Governo Federal, com auxílio do Ministério da Comunicação, que crie um novo órgão regulamentador auxiliar ao CONAR com intuito de assegurar que não haja abusos do mercado publicitário em vender um “bem-estar social”. Somente assim, a sociedade evoluirá ao ponto de interromper essa liquefação social.