As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 09/07/2020
Em virtude do desenvolvimento e inserção do capitalismo na sociedade, que teve seu início na passagem da Idade Média para a Idade Moderna, e aflorou-se desde os meados do século 18, com a primeira Revolução Industrial, até os dias atuais. Assim, as diversas e evoluções sociais, e no meio técnico-cientifico-informacional, transformaram a sociedade por completo, em que teve consequências no incentivo ao consumo. Logo, a partir da análise realizada pelos filósofos Theodor Adorno e Max Horkheimer, da Escola de Frankfurt, com a frase “O consumidor não é soberano, como a indústria cultural quer fazer crer, não é o seu sujeito, mas o seu objeto”, é possível compreender a modernidade líquida. Portanto, a partir da mudança do indivíduo, para consumidor, acarreta na instabilidade social, econômica e política, descrita por Bauman.
A priori, a instabilidade criada pela busca excessiva do consumo, também é fruto da manipulação da população pelas classes dominantes e meios de comunicação, assim acarreta no fenômeno visto como Indústria Cultural. Também promovendo a alienação da população, em que a sociedade inseri-se de modo a sofrer influência direta da Indústria de Massa, com objetivo apenas lucrativo. Então, a mercantilização de objetos, antes vistos com banais e sem valor social, em mercadorias desejadas, torna-se comum, logo contribui para a formação da instabilidade e fluidez social, já descrito por Bauman, em que a estimula a fragilização, principalmente, nos âmbitos social e econômico.
A posteriori, as consequências de uma sociedade liquefeita a população são inúmeros, entre elas a insegurança da população, devido a rápida e excessiva mudança excessiva, como visto nos dias atuais, em que há a modificação de padrões e conceitos de forma nunca antes vista. Além do fato da transformação tecnológica, ocorrida nas últimas décadas, em que possuem consequências na individualização da população, em que acarreta desaparecimento da mutualidade, solidariedade e empatia entre a população.
É necessário que ocorra uma progressiva mudança nos hábitos da população, em que o governo aliado diversas organizações, haja de forma determinante, com a criação e investimento em diversos projetos que tenham o objetivo de promover a integração social e desmantelamento do consumo excessivo. Assim, é necessário que o governo, por meio dos Ministérios da Educação e Esporte, atue nas escolas e em locais públicos, promovendo o convívio social, além de demonstrar as diversas consequências de individualização e consumo em excesso, com o objetivo de construir uma sociedade solidária e compreensiva.