As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 10/07/2020

Influente filósofo contemporâneo, Zygmunt Baumont, critica em seu célebre livro “Modernidade Liquida” a liquidez da sociedade moderna, sobretudo, a falsa necessidade de estarmos a todo o momento conectados. Tal comportamento apresenta-se como uma grave problemática na sociedade contemporânea, uma vez que constantemente mais indivíduos estão deixando de lado o convívio familiar para ficarem imersos ao ambiente virtual.

Em primeira instância, temos os avanços na tecnologia, maior acessibilidade ao conhecimento e a novas culturas, todas essas, assim como diversas outras possibilidades só foram tangíveis devido aos avanços tecnocientífico. De todo jeito, essas mudanças afetam diretamente no âmbito familiar, afastaram as pessoas de perto, e aproximaram as pessoas de longe.

Segundo Durkheim, o comportamento familiar por meio da conversação é um fator determinante para a preparação do indivíduo para a sociedade, assim como para a formação de seu pensamento crítico. Destarte, uma sociedade que permanece ausente aos relacionamentos familiares tende a formar indivíduos despreparados ao convívio social, sendo esse o grande perigo que ameaça a sociedade contemporânea, haja vista que em torno de 70% da população acima de 12 anos utilizam dispositivos móveis em casa.

De acordo com os fatos supracitados, a necessidade da adoção de medidas capazes de reverter esse quadro social. Para tal, urge a mídia que propague, por meio de seriados e novelas, a importância do relacionamento familiar para a sociedade a fim de desconstruir essa mentalidade social. Ademais, cabe ao Governo Federal, com auxílio do Ministério da Comunicação, que crie um novo órgão regulamentador  com intuito de assegurar que não haja abusos do mercado publicitário em vender um “bem-estar social”.