As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 10/07/2020
O educador e sociólogo polonês, Zygmunt Bauman, afirma que “Vivemos em tempos líquidos. Nada foi feito para durar”. Analisando o pensamento e relacionando-o à realidade da modernidade líquida, percebe-se a necessidade de um olhar mais atento para um mundo repleto de sinais confusos, propenso a mudar com rapidez e de forma imprevisível. Logo, esse quadro precisa ser revisado.
Em primeira instância, no que se refere á modernidade líquida o assunto é preocupante. As formas de vida contemporânea, segundo o sociólogo, se assemelham pela vulnerabilidade e fluidez, incapazes de manter a mesma identidade por muito tempo, o que reforça um estado temporário e frágil das relações sociais e dos laços humanos. Essas mudanças de perspectivas aconteceram em um ritmo intenso e vertiginoso a partir da segunda metade do século XX. Devido á um mundo cada vez mais acelerado, que exige com que as pessoas estejam atentas a cada informação, o consumo se tornou a “chave” para que o todos estejam mais na moda, conectados. Enfim, comprar virou praticamente um ato obrigatório numa sociedade em que o ser humano é o que possui, .Nesse viés, essa situação deve ser alterada.
Em segunda instância, com a evolução tecnocientífica as relações humas têm se tornado cada vez mais superficiais. Aproximar pessoas que se encontram longe para perto é um ponto benéfico, mas as amizades e os relacionamentos amorosos são substituídos por conexões, que, a qualquer momento, podem ser desfeitas. Consequentemente, os indivíduos que vivem nessa “bolha” social acabam perdendo sua essência e personalidade, que tem como desdobramento o início de doenças como a depressão, ansiedade e até mesmo sindromes como a do pânico. Adicionalmente, as relações familiares que propriamente são sólidas também têm se tornado vítima dessa superficialidade, como pode ser notado nos casos dos almoços em família, tanto em lugares privados quanto públicos é perceptível a falta de interatividade, conversa “olho no olho”’ e expressão dos sentimentos. Nessa perspectiva esse quadro precisa ser mudado.
Desarte,medidas devem ser tomadas para se resolver o impasse; A mídia como provedora da publicidade, deveria não apenas instigar o ato de consumir, mas também através de uma propaganda educativa entre os intervalos da programação dos canais e também em programas de grande audiência discutir sobre o assunto e alertar suas consequências, apresentar a importância de uma compra consciente; assim como o ministério do meio ambiente juntamente com o Procon prover fiscalizações mais rígidas e regras em grandes eventos de consumo como a blackfriday. Assim, através de tais ações as relações sociais se tornarão menos líquidas, ou seja passageiras, e dessa forma restaurará uma convivência mais humilde e desinteressada.