As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 25/06/2021
Relações instáveis e falta de empatia
“Vivemos tempos líquidos, nada é para durar.” Essa frase se trata de uma famosa afirmação do filósofo polonês Zygmunt Bauman. O que ele defende, é que na contemporaneidade, as relações sociais são instáveis e não sólidas, acompanhando as relações comerciais do mundo globalizado e ultra informativo. Logo, é perceptível as relações pessoais em tempos de modernidade líquida, em que se verifica instabilidades nos relacionamentos amorosos e perda de empatia pelo próximo.
De fato, os relacionamentos amorosos estão cada vez mais escassos em termos de compromisso e solidez, evidenciando os tempos líquidos que afirma Bauman. À prova disso, o Jornal Globo em uma reportagem, em 2017, evidencia o relacionamento sem compromisso, que se trata do termo “ficar”, que é uma tendência à preferência de troca de carinho e de afeto momentâneos entre jovens e adultos. Nesse contexto, as pessoas são associadas a objetos ou a coisas, como fossem mercadorias, que após uso podem ser descartadas quando não há mais interesse de ficar juntas. Assim, é evidente a instabilidade nas relações amorosas, em que os indivíduos preferem não ter compromisso a longo prazo.
Ademais, a perda de empatia é outra grande questão quando se trata de modernidade líquida. Segundo Bauman, a cultura individualista solidifica com essa falta de sensibilidade pelo outro, tornando a sociedade atual egoísta. Dessa maneira, a falta de empatia pela vida do próximo e o aumento do egocentrismo, dá espaço para corrupção política, violência física, agressão verbal, supervalorização do dinheiro e dos bens materiais e desprezo pelas vidas humanas. Desse modo, as consequências dos tempos líquidos são catastróficas para o bem comum da sociedade.
Diante disso, é necessário que a população reflita sobre a modernidade líquida na contemporaneidade, de forma a valorizar a vida humana. Portanto, deve o Governo Federal, por meio do Ministério da Educação, implantar programa de conscientização sobre o papel do filosófico Zygmunt Bauman e incentivar as relações sólidas e o aumento da empatia. Tal medida, deve ser implantada em todos os municípios brasileiros, em escolas e nos meios midiáticos. Essa ação deve ser realizada por meio da disciplina de Filosofia nas instituições educacionais e nos programas jornalísticos, no qual professores e psicólogos ensinarão alunos e espectadores a respeito do assunto. Essa medida tem como finalidade aumentar a percepção da importância da vida humana, no aumento da empatia e das relações sólidas.