As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 30/09/2020
Relações rasas
A modernidade líquida seria, para Zygmunt Bauman - sociólogo polonês - uma nova época em que as relações sociais, econômicas e de produção são frágeis, fugazes e maleáveis, como os líquidos. Ele usa o termo “conexão” para nomear as relações na modernidade líquida. Essas conexões são como colecionáveis, algo que possa ser acumulado em maior número, mas com superficialidade suficiente para se desligar a qualquer momento.
Assim, duas das características da modernidade líquida são a substituição da ideia de coletividade e de solidariedade pelo individualismo. No lugar da vida em comunidade e do contato próximo e pessoal privilegiam-se as chamadas conexões, relações interpessoais que podem ser desfeitas com a mesma facilidade com que são estabelecidas, assim como mercadorias que podem ser adquiridas e descartadas. Um método para mudar essa superficialidade nas relações seria implantar psicólogos em todas as escolas
Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação, em consonância ao Governo Estadual incrementar, na grade curricular do ensino médio, aulas semanais com psicólogos sobre interações sociais dentro e fora das redes virtuais, de forma que o estudante, desde sua infância seja capaz de estabelecer vínculos emocionais, duradouros e afetivos que supram a necessidade do ser humano como ser social. Ao Ministério da Saúde, associado às secretarias de saúde municipais, por meio de bancos de dados sobre frequência de depressão nos municípios, realizar acompanhamentos psicológicos e consultas mensalmente, nas residências, de forma a assegurar a saúde mental da população com a redução dos casos de transtornos de ansiedade, bem como garantir o controle de uma de suas causas, o consumismo excessivo.