As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 30/09/2020

As relações se tornam cada vez mais superficiais, alguns ingredientes da modernidade tem otimizado as relações intrapessoais de maneira mais sintética, quais são os perigos e desafios de uma sociedade liquida?

Quando a internet chegou, e junto com ela alguns anos depois a criação de redes de interação social: Orkut, MSN, Facebook formam algumas das primeiras que otimizaram a liquidificação social, pois, o inicio de relacionamentos com a mesma facilidade que eram estabelecidos também se tornaram muito mais frágeis, e tudo que tem haver com relacionamentos se tornou liquido e já não mais sólidos. Alguns dos claros exemplos são as palavras dentro do vocabulário que surgiram como “namorido” ou “amigo virtual”.

Como consequência do que as redes sociais fizeram, se passou a viver sem empatia e de maneira mais individual, e quando se olha para a sociedade se vê claramente, pessoas que se matam por conta das polaridades que se formaram, os casamentos que são desfeitos com facilidade  e com base na pesquisa do IBGE um aumento exponencial dos últimos 10 anos em 160%, e grande crise moral que vivemos no mundo todo, jovens que vivem já sem propósitos a longo prazo e o viver um pelo outro já não é opção pois individualidade cresce em forma de egoismo.

Para reverter os efeitos de uma sociedade liquidada precisamos resgatar os valor do passado, resgatando os princípios dos relacionamentos afetivos, partindo de um preparo educacional dos futuros pais,  através de livros educacionais e informações e acompanhamento psicológico, e um despertar para a saturação do uso das redes sociais como um foco da vida, documentários como os que já surgem hoje ( o dilema das redes - Netflix) apontando os perigos do uso exagerado. Simples atitudes de amor e empatia gera empatia, levando novas perspectivas as pessoas, um despertamento para a vida acima das telas dos celulares, para relações mão mais liquidas e sim relacionamentos vivos, verdadeiros e sólidos.