As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 28/09/2020
Na obra “Utopia”, do escritor inglês Thomas More, é retratada uma sociedade perfeita, no qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos e problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor prega, uma vez que vivemos em uma sociedade com relações superficiais apresentando barreiras, as quais dificultam a concretização dos planos de More. Esse cenário antagônico é fruto tanto da evolução tecnológica, quanto da busca por felicidades momentâneas. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos, a fim do pleno funcionamento da sociedade.
Precipuamente, é fulcral pontuar que a modernidade líquida deriva da acomodação das pessoas em não buscar mais laços afetivos umas com as outras, na sociedade contemporânea utilizamos muito o verbo “ficar” para se referir a uma relação superficial de momento com outra pessoa, um ótimo exemplo da modernidade líquida.
Ademais é imperativo ressaltar a evolução tecnológica como promotor do problema. Partindo desse pressuposto, é fácil reparar que nossos aparelhos celulares possuem praticamente todas informações que queremos, isso em questão de poucos “cliques” em nosso celular, assim nos deixando muito acomodados e com uma facilidade imensa para fazer tudo. Tudo isso retarda a resolução do empecilho, já que a evolução tecnológica contribui para a perpetuação desse quadro deletério.
Assim, medidas exequíveis sáo necessárias para conter o avanço da problemática na sociedade brasileira. Dessarte, com o intuito de mitigar os relacionamentos líquidos, se faz necessário que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério Público, será revertido em consciência social através de propagandas e campanhas. Desse modo atenuar-se-á, em médio e longo prazo, o impacto nocivo das relações superficiais, e a coletividade alcançará a Utopia de More.