As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 28/10/2020

No passar do que chamava-se de Revolução Técnico-Científica Informacional, um momento de progressos nos sistemas de transportes e comunicações, as conexões econômicas ficaram sobressaltadas às relações sociais e humanas, dando início à modernidade líquida. Essa por sua vez, reflete sequencialmente nas relações interpessoais, por conta da incerteza ocasionada pelo uso de redes sociais e pelo mundo capitalista.

Primeiramente, é necessário destacar que desde os tempos médios os vínculos sociais eram consolidados, a população penhorava em relações que duravam e mantinham laços consistentes. Como, por exemplo, a união do casamento costumava ser uma espécie de contrato pregado com solidez, nesse, os indivíduos geravam amizades que tendiam a se estender por muito tempo.

Em oposição, as conexões amigáveis e de cunho afetivo passaram a ser recolocadas por relações, que poderiam ser quebradas, como simples contratos temporários. Seguindo essa visão, o uso de redes sociais serviu como mecanismo para o aumento, do que Zygmunt Bauman, chama de afeto, ou amor, líquido, porque não pesquisa-se mais por parceiros para suprir a vida amorosa, porém sim um vínculo que finalize em prazer para a pessoa, usando pessoas como objetos.

Em síntese dos fatos apresentados, nota-se que as conexões pessoais em tempos de modernidade líquida acabam sendo atrapalhadas e necessitam de restauração. Deste modo, se faz preciso que escolas disponibilizem conversas sobre amizade e ligações interpessoais com o apoio do Ministério do Trabalho e Ministério da Educação e Cultura, a fim de informar e debater sobre os pontos das relações pessoais para que, mais tarde, seja garantido a permanência dos indivíduos nos seus postos de trabalho com bons elos, assim a convivência seria atingida, gerando laços e relações sociais duradouras entre indivíduos.