As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 28/10/2020

Modernidade líquida e as relações pessoais

A modernidade líquida, segundo o sociólogo Bauman, pode ser compreendida como algo frágil e com pouca durabilidade, e isso dentro das relações pessoais é visto como uma “conexão” entre as pessoas que se perde e é substituída por outra rapidamente. Assim, é permitida a compreensão de que a sociedade está cada vez mais “fria”, sem se preocupar em ter um relacionamento duradouro e estável, mas sim, em relações numerosas e supérfluas. Isso se evidencia não só pela a troca de valores morais, como também pelo o momento de modernização global. Nessa perspectiva é conveniente analisar as principais causas, consequências e possíveis soluções para esses problemas.

Inicialmente, pode-se observar a substituição dos valores morais pelos de consumismo como uma das principais causas de relacionamentos instáveis na sociedade. Conforme um estudo feito pela Ibope Mídia, estima-se que cerca de 29% dos jovens com idades entre 10 e 17 anos possuem preferência por dialogar com amigos e familiares virtualmente, do que pessoalmente. Essa situação mostra-se como deplorável, pois as pessoas trocaram o conceito de relacionamento pessoal duradouro, onde se observam as qualidades de outra pessoa, por quantidade de conexões com os outros, demonstrando um convívio frágil e sem durabilidade.

Logo, a Revolução Tecnológica também pode ser considerada uma das causas das relações pessoais serem tão superficiais. A psicóloga Cristiana Almeida disse, no site Infonet, que o uso demasiado das tecnologias coloca o indivíduo em uma situação de aproximação com outros pela a mídia, mas, no que diz respeito ao contato social pessoalmente, esse está se tornando cada vez mais escasso. Assim, observa-se um contexto em que o diálogo “olho no olho” está desaparecendo e o número de “amigos” nas redes sociais estão em constante crescimento.

Portanto, é necessária a resolução desses problemas. Os Ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e das Comunicações (MC) devem estimular o contato físico e pessoal entre os indivíduos por meio de palestras gratuitas e em ambientes públicos com a participação, principalmente, dos jovens. Espera-se com isso, amenizar as consequências da modernidade líquida dentro das relações pessoais na sociedade.