As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 28/10/2020

A partir do filme “Matrix”, admite-se que as pessoas podem deturpar e não conhecer a realidade em que vivem. Isso é consequência do meio de ignorância que os indivíduos estão inseridos. Assim, é possível verificar essa conduta ao se debater sobre as relações pessoas em tempos de modernidade líquida. De tal modo, dois fatores devem ser destacados: o uso do materialismo como um escape para a falta de relacionamento social e as consequências do uso excessivo de eletrônicos em prol das relações sociais.

Dessa forma, um modelo econômico focado no consumo, característica principal do capitalismo, e avanços tecnológicos que permitem o mundo a ser mais globalizado. Conforme pesquisa realizada pela VitalSmarts Brasil, 67% dos entrevistados usam o celular à mesa. Dessa maneira, as pessoas começaram a valorizar mais os bens materiais do que as relações sociais, consequência da ignorância causada pela modernidade líquida nos indivíduos. À exemplo disso, pode-se citar o período de isolamento social, o qual algumas pessoas estiveram sem contatar os amigos e acabaram suprindo as suas necessidades psicológicas com a compra de bens pela internet. Nesse sentido, consolida-se a reflexão de ‘‘Matrix’’, uma vez que a falta de interação pessoal e o consumismo contribui para uma sociedade marcada pela alienação.

Além disso, relaciona-se com o olhar de Platão. Em sua metáfora para explicar sobre o mundo real e o ideal, o ‘‘Mito da caverna’’ alerta para os perigos de viver na ignorância. Relembrando a pesquisa feita pela VitalSmarts, 1 em cada 4 entrevistados já relatou ter tido sérios problemas familiares devido ao uso de tecnologias durante o convívio familiar. A partir disso, é possível verificar que à modernidade líquida, consequentemente, traz consigo problemas sociais como por exemplo, a falta de empatia com o próximo, a desestruturação da família e relações conjugais, causados pela exposição e a interação instantânea que as redes sociais proporcionam, bem como o materialismo.

Dito isso, são necessárias ações capazes de aumentar a socialização durante esse período de cuidado. Assim, uma ação conjunta envolvendo o Governo Federal e as emissoras de televisão deve ser feita para alertar à população em geral sobre as consequências psicológicas da não socialização entre amigos por meio de propagandas informativas. Ademais, as secretarias municipais da sociedade devem ministrar palestras sobre as consequências no meio familiar a partir do próximo ano. Espera-se, com essas ações, que a população comece a priorizar o contato social ao invés do virtual.