As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 28/10/2020
Até o ano de 1945, a sociedade era sólida, com a preocupação de organizar a população como um todo e divulgar o conhecimento. A partir daí, os indivíduos passaram a buscar o prazer e o sucesso individual, já que o mercado não propicia mais um planejamento de vida e os empregos são temporários. Para Bauman, a modernidade líquida é um mundo sem forma, com incertezas e ausência da concepção de progresso, assim como a fragilidade nas relações sociais.
O medo e as inseguranças causadas pelo sistema capitalista acaba por impactar nas relações pessoais, já que não se sabe como estarão no futuro e todas as coisas são voláteis, principalmente devido a dinâmica do atual sistema econômico. Além disso, as pessoas vivem em constante mudança, de país, cidade ou estado, atrás da procura de uma melhora de vida, tendo em vista de que os salários são baixos e isso, evidentemente, acaba estabelecendo tênues laços com as pessoas.
Apesar disso, as redes sociais acabaram por ajudar essas relações, haja vista que podem contribuir para a conexão de diferentes pessoas, até mesmo em outros lugares do mundo, fortificando assim os relacionamentos. Porém, é evidente que a troca de amizades com diversas pessoas pode estar na contramão com os vínculos sólidos, embora sejam uma forma de aproximação entre elas, alguns mecanismos, como o “like”, colaboram para as aproximações líquidas.
Assim sendo, foi visto que as relações pessoais sólidas precisam ser reparadas e estão sendo dificultadas nesse momento de modernidade líquida. Para isso, as escolas deveriam promover palestras para a sensibilização dos alunos sobre os prós e contras das relações nas redes sociais e o Ministério do Trabalhos deveria trabalhar para a execução de leis com garantia de permanência das pessoas no seu cargo, gerando assim relações pessoais mais duradouras, além de promover políticas salariais para os trabalhadores poderem ter uma expectativa sólida de vida.