As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 28/10/2020

As relações pessoais em termos de modernidade líquida

A modernidade liquida é um conceito estabelecido pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman e se refere a uma nova época, sendo esta em que as relações econômicas, sociais e de produção são frágeis e maleáveis, assim como os líquidos. Podemos perceber que este conceito faz muito sentido na sociedade atual, pois muitas vezes as relações econômicas se sobrepõem as relações pessoais, com muita desigualdade e ganancia por parte das pessoas, sendo esta cada vez mais perceptível e discriminadora.

Para uma melhor compreensão da modernidade liquida podemos citar a o conceito de modernidade sólida, que foi estabelecido pelo mesmo sociólogo e diz respeito ao período antes da segunda guerra mundial, em que as relações humanas e sociais, da ciência e do pensamento eram mais rígidas e sólidas, sendo as relações familiares duradouras e havia um grande cuidado com as tradições, sendo totalmente o oposto da modernidade líquida a qual se refere ao período depois da segunda guerra mundial e que tornou-se mais visível na década de 1960.

Atualmente em nosso país, segundo dados do IBGE, a proporção de é de três casamentos para cada divórcio, proporção inimaginável para alguns anos atrás. Além disso temos que o rendimento mensal da população que está entre os 1% mais ricos do Brasil atingiu 33,8 vezes o rendimento obtido pela população que se encontra nos 50% mais pobres do país.

Na sociedade contemporânea, podemos perceber que as relações pessoais estão cada vez mais sendo afetadas pelas relações econômicas que se sobrepõem a estas, causando muita desigualdade, discriminação, miséria, além de relações fúteis apenas por interesse exatamente como citado pelo conceito de modernidade liquida do sociólogo.

Para resolução destes problemas sociais como discriminação, desigualdade, miséria, e consequentemente para a promoção de relações pessoais mais saudáveis, duradouras e rígidas, são necessárias politicas públicas efetivas para a adoção de programas sociais de renda fixa mensal para que todos que vivem na extrema pobreza e desempregados ou com trabalho informal tenham condições mínimas para a sobrevivência, para a compra de alimentos e para a manutenção de sua vida e de sua família, além disso, seria necessário por parte do governo a distribuição de cada vez mais bolsas de estudo pelo Prouni, FIES e SiSU para a inclusão cada vez maior de jovens que não tem condições financeiras nas universidades, acarretando em mais oportunidade de emprego, melhor qualidade de vida da população e menos desigualdade social.