As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 20/02/2021
“Vivemos em tempos líquidos. Nada foi feito para durar.” Frase dita pelo sociólogo polonês Zygmunt Bauman, que comparou as relações pessoais na sociedade moderna com os líquidos por conta da sua fluidez e constante mudança rápida e imprevisível.
Em primeiro lugar, é necessário avaliar o modo que as relações interpessoais estão cada vez mais diminuindo. Em um episódio da série televisa “Black Mirron”, por exemplo, as pessoas baseavam a sua popularidade com base na avaliação que as outras pessoas as davam pela plataforma de um aplicativo, conforme sua avaliação cresce ou diminui o personagem possui uma nota que afeta sua vida diretamente, pois, através dessa nota, que é possível saber em quais lugares você pode trabalhar ou frequentar. Observam-se, por consequência, que as relações estão se tornando cada vez mais superficiais, de modo em que os indivíduos necessitam esconder sua vulnerabilidade para obter cada vez mais boas notas.
Em seguida, é relevante analisar o lado negativo do avanço das redes sociais. Segundo um estudo publicado no periódico Social and Clinical Psycology, ao criar uma conta em algum aplicativo, nos deparamos com centenas de pessoas causando a impressão de que estamos conectados com todos, entretanto não é como se eles realmente estivessem próximos de nós e o máximo de interações que podemos ter com quem está do outro lado da tela são por curtidas, comentários e a visualização de fotos. Essa sensação potencializa a depressão e a solidão.
Portanto, fica evidente a necessidade de combater a falta das relações pessoais. Para tanto, é dever do Governo Federal, como instância máxima administrativa, atuar em favor da população, através da criação de projetos que aumente as relações interpessoais dos indivíduos. Isso seria efetivado por meio do aumento de saraus em praças públicas, para mostrar o quanto uma pessoa pode aprender com a outra. Essa proposta tem por finalidade aumentar as ações humanitárias e coletivistas.