As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 14/04/2021
Relacionamento sério com as redes sociais
É fato que, com a ascensão do capitalismo depois da primeira Revolução Industrial, o cenário mundial econômico e social sofreu diversas mudanças, e como resultado, as relações pessoais se tornaram mais superficiais. Refletindo sobre o contexto atual, no qual o sistema capitalista ainda predomina e a tecnologia avançada se faz presente, a conexão com o mundo virtual é muito maior, prevalencendo o individualismo e o consumismo.
A princípio, a mídia é uma grande aliada do consumismo excessivo, propagando falsas necessidades. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, na modernidade líquida, o indivíduo procura restabelecer sua identidade, buscando a felicidade, e através do consumo desenfreado tenta alcançar a satisfação que almeja, conforme o que é compartilhado nas redes, de tal forma que exista uma maior valorização do poder aquisitivo, do que do próprio ser humano.
Ademais, a procura constante por identidade pessoal causa ansiedade, angústia e medo. Visto que a sociedade distancia do convívio familiar para mergulhar no meio virtual, as relações ficam mais vagas e flexíveis, e de acordo com a escritora britânica Virginia Woolf “de tudo que existe, nada é tão estranho como as relações humanas, com suas mudanças, na sua extraodinária irracionalidade” é explícito que as relações são mais momentâneas e volúveis.
Fica evidente, portanto, que a coletividade e a solidariedade são extremamente necessárias para viver em sociedade. É preciso, então, que o indivíduo fortaleça os laços com familiares e amigos, para que crie, assim, vínculos mais afetivos e duradouros. Contudo, deve haver um desapego das redes sociais, acabando com esse vício, além de que é preciso procurar novas atividades de lazer que afaste os indíduos dessa tensão de viverem em um mundo onde um abraço não é valorizado como deveria ser.