As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 11/08/2021
Com o advento da globalização, sua cultura de consumo e a necessidade de se transformar continuamente para acompanhar suas mudanças, um valor foi inserido no coletivo: o individualismo. Para ele, na era da modernidade fluida, como disse Bowman, os laços entre as pessoas são mutáveis e fáceis de se dissipar, dando às pessoas a impressão de que o ser humano é uma mercadoria. Portanto, para o desenvolvimento saudável da sociedade, é necessário fortalecer as relações interpessoais.
Deve-se notar aqui que, de acordo com a pesquisa da American Psychological Association, ninguém está só e com saúde, ou seja, o vínculo social é amplamente considerado uma necessidade humana, essencial para a felicidade e a sobrevivência. Porém, o que se observa hoje é a mobilidade das relações interpessoais, incluindo a banalização da vida, que se reflete em todos os aspectos da sociedade, desde a “permanência” dos jovens, o aumento do número de divórcios, o abandono dos idosos, e o aumento dos idosos. Violência e morte humana.
É importante destacar também que embora as pessoas tenham os elementos para otimizar a comunicação, como o WhatsApp, a Internet etc., isso não se traduz em fortalecimento de seus relacionamentos, geralmente até em casa. Portanto, atualmente, um número considerável de pessoas mantém relacionamentos interpessoais superficiais. Além disso, o isolamento social e morar sozinho podem aumentar o risco de morte prematura em até 50% e, de acordo com a American Medical Association, a interação social pode prevenir esse risco na mesma medida.
Diante do exposto, por se tratar de uma questão cultural, o estado pode utilizar os recursos do BNDES, por meio do Ministério da Cultura e Educação, para a realização de campanhas na grande mídia, associações comunitárias e escolas. Entre eles, educadores, psicólogos e médicos atuarão para apresentar às pessoas os benefícios do fortalecimento das relações pessoais e estimular sua prática. Portanto, no longo prazo, uma sociedade menos individualista e mais coletivista surgirá.