As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 21/09/2021

A terceira revolução industrial foi marcada, dentre outras coisas, por um fenômeno que se nomeia hoje por “globalização”. Tal evento evidencia a base para um conceito chamado de modernidade líquida, desenvolvida pelo sociólogo Zigmunt Bauman; e que diz respeito a uma nova era na qual as relações pessoais são maleáveis e superficiais como a água, na qual os brasileiros também se encontram.

Ao contrário da antiga modernidade sólida, caracterizada pela solidez das relações sociais e econômicas, e que ,portanto, nela tomava-se cuidado com a tradição e as relações em geral, eram sólidas e duradouras, a atual modernidade líquida vai de encontro a tudo isso. É notório que, atualmente, as pessoas são analisadas pelo o que elas têm, mas não pelo que elas são, visto que as relações econômicas se sobreporam às relações sociais, ou seja, virtudes como a moral, passaram a não ser valorizadas como deveriam.

Segundo Zimunt Bauman, as redes sociais, como o Facebook e o Instagram, são imprescindíveis para as “relações líquidas’’ ocorrerem, ademais a rapidez e a superficialidade com que são construídas as conexões entre as pessoas na sociedade contemporânea, demarca o surgimento de relações banais, e muitas das vezes, de faixada ou por conveniência, como por exemplo, quando colegas ou conhecidos são considerados amigos.

No Brasil, o que hoje se entende por modernidade líquida, cada dia a mais tem se mostrado um problema cultural, desse modo, faz-se necessária ações do Governo Federal, através do Ministério da Educação, de criar uma nova disciplina para o Ensino Escolar Brasileiro chamada de ‘‘relações sociais’’, visando o estudo das relações sociais na contemporaneidade e a prática de virtudes aos mais jovens, o que implicaria em uma nova juventude capaz de discernir e entender que valores não se compram, e ‘‘valem’’ muito mais do que dinheiro.