As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 01/06/2022
Líquido, na visão química, é visto como o oposto de sólido, ou seja, mutável,
assim, sendo um paradigma para a teoria de modernidade líquida apresentada
pelo filósofo Zygmunt Bauman. No panorama real, vive-se exatamente essa
solução liquida, na qual os indivíduos moldam as relações a partir de suas personalidades e têm como produto impactos negativos. Visto isso, destacam-se a sensação de exclusão presente no coletivo e a digitalização das relações pessoais.
Em primeiro plano, é necessário ressaltar a sensação de não pertencimento como uma das consequências ligadas ás relações supérfluas. Desse modo, é cabível citar a animação infantil “O Patinho feio”, na qual conta a história de um pato que foge de seu hábitat natural porque não se sentia pertencente àquele lugar. Essa animação apresenta um paradoxo com o contemporânea, uma vez que a ausência de solidificação na convivência, como exemplo a falta de empatia e cidadania, provoca a insatisfação pessoal, seguido da sensação de exclusão. Como consequência, o coletivo tem reações e sentimentos semelhantes ao do pato feio.
Além disso, é destacado que as relações pessoais são majoritariamente digitais, visto que a era tecnológica proporcionou tal vantagem. Assim, é possível citar o aplicativo de namoro “Tinder”, o qual tem como objetivo juntar casais a partir de algoritmos digitais. Desse modo, é possível afirmar que as relações tradicionais não são mais vistas como comuns, e teve seu posto tomado por videos chamadas e trocas de selfies, destacando assim a percepção de um cenário fluído e mutável, causando um sentimento de frustração no indivíduo e a perca de interações sociais verdadeiras. Em suma, as relações tradicionais sofreram fusão, como produto surgiu o egocentrismo, tornado a modernidade líquida e inóspita
Portanto, é necessário solucionar os impactos causados pela modernidade líquida sob as relações. Por isso, deve as instituições sociais família e a escola, haja vista seus poderes sob a formação de jovens, fundamentar a quebra de hábitos, por meio de instruções e conversas periódicas aplicadas pelos pais e professores à futura geração, a fim de que possam extinguir esse conjunto de mal hábitos. Dessa forma, acarretando no brasil a resolução da problemática, para que os cidadãos não se limitem à aplicativos como o “Tinder” e nem se sintam como o patinho feio.