As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 26/05/2023

Autópsia do desinteresse

O sociológo Zygmunt Bauman define como modernidade líquida as relações características dos dias atuais, marcadas pelo alto grau de desenvolvimento tecnológico e pela rapidez e fragilidade em que se baseiam as interações entre as pessoas. Nesse sentido, nota-se que tal conjuntura é apenas um sintoma de um problema maior, a falta de empatia nas relações sociais. Portanto, é pertinente o debate sobre as causas e consequências desse mal nas sociedades modernas.

Prefacialmente, vale destacar que o avanço da tecnologia proporcionou a facilidade de comunicação, entretanto, trouxe consigo o afastamento afetivo entre as pessoas. Após a Terceira Revoulçao Técnico-Científica foi notável o desenvolvimento de novas formas de interações socias por meio da Internet e das redes sociais. Porém, essa nova dinâmica de funcionamento da comunidade acarretou na desvalorização das “antigas” formas de relações sociais, que abrange o contato físico e todo um contexto de imersão, fundamentais na vida de qualquer indivíduo. Devido a isso, no mundo inteiro é atestado um aumento da depressão, o mal do século XXI.

Ademais, percebe-se que a sociedade contemporânea valoriza cada vez mais a individualização, devido a ascensão do capitalismo. Segundo o filósofo sul-coreano Byung-Chul Han em sua obra “Sociedade do Cansaço” as pessoas buscam incessantemente a produtividade e o alto desempenho próprios em detrimento das relações sociais. Portanto, ilustra de maneira precisa o pensamento moderno.

Diante do exposto, urgem medidas de embate a essa mazela da contemporaneidade. Desse modo, o Estado, através do Ministério da Educação, deve incentivar o trabalho em grupo - por meio da prática de esportes e atividades em equipe - com o intuito de integrar os jovens e demonstrar o poder da coletividade. Cabe, também, ao governo o investimento em projetos culturais, como: shows, apresentações teatrais e artísticas; com o fito de estimular o contato social das pessoas, além do fomento cultural da sociedade. Para que, dessa forma, descontrua a maneira individualista de pensar vigente nos dias atuais.