As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 29/05/2024

As revoluções industriais perpetuaram uma lógica de consumo dentro de nossas relações interpessoais. Isso foi se intensificando cada vez mais e hoje no mundo globalizado em que vivemos podemos observar que a grande maioria dos rituais e festividades se tornam meras relações de compra e venda na sociedade.

De feriados comerciais a festas religiosas todas foram deturpadas pelo capital. O Natal que conhecemos hoje com papai noel vestido de vermelho é uma invenção de marketing da coca cola que foi aceita e incorporada pelo ocidente, toda a lógica de obrigação de se comprar um presente no natal, aniversários e Páscoa, flores e cartões para casamentos, dia dos namorados, dia das mães e dia dos pais.

A lógica do capital se adapta de forma que presentes se tornam uma forma de demonstrar afeto, tempos de qualidade envolvem encontros em restaurantes caros ou cinemas que cobram valores exorbitantes em poltronas desconfortáveis e filmes com áudio de péssima qualidade e refrigerantes de máquina “aguado”. E pessoas se importam cada vez menos com suas relações interpessoais em detrimento de status social.

Portanto as pessoas precisam voltar a valorizar às relações sociais por si só, dessa forma dissociando o convívio social da lógica do mercado, que desumaniza pessoas que não detêm condições financeiras de se encaixar em determinados padrões sociais de status.