As relações pessoais em tempos de modernidade líquida
Enviada em 07/06/2024
Com o início da Segunda Revolução industrial, o surgimento de novas tecnologias e a integração econômica, social e cultural do espaço geográfico em nível mundial, a estrutura da sociedade moderna sofreu mudanças drásticas. Nesse prisma, destaca-se a passagem do mundo sólido para o líquido, nas quais os vínculos sociais e a construção de instituições fortes se tornam superficiais e pouco seguras. No contexto destaca-se dois aspectos importantes: Como combater as incertezas geradas e criar laços e conexões fortes em uma sociedade na qual as relações sociais são frágeis e individualistas; Além de se fazer necessário a discussão do imediatismo como principal causa da angústia, ansiedade e frustração em relação à mudanças.
Em primeira análise, evidencia-se relações sociais superfíciais, em um cenário no qual o sucesso é frequentemente medido em termos de status, poder e riqueza material, de forma a garantir que as pessoas se concentram em suas próprias necessidades imediatas. Sob essa ótica, o sociólogo Zygmunt Bauman retrata em sua obra “Modernidade líquida” relações sociais, econômicas e de produção como frágeis, imprevisíveis e maleáveis. Demonstrando, dessa maneira, que as mudanças na sociedade contemporânea afetaram as interações humanas, a partir do momento em que essas passaram a serem moldadas pelo consumismo, globalização e tecnologia, resultando em incertezas e inseguranças.
Além disso, é notório o imediatismo na sociedade atual como uma das principais causas de frustração. Desse modo, o filme “Click” retrata a busca incessante do protagonista por gratificação instantânea ao receber um controle que lhe permite avançar rapidamente para as partes que deseja, porém o mesmo acaba perdendo a maior parte dela. Demonstrando assim, que a busca por expectativas irralistas gera um ciclo de estresse e insatisfação.
Deprende-se portanto ao MEC realizar campanhas destinadas a reflexão crítica sobre a Cultura do Imediatismo e das ideias de sucesso e felicidade, além de integrar programas de educação emocional nas escolas e locais de trabalho. Só assim, será possível minimizar os desafios da incerteza e do imediatismo e fortalezer os laços sociais.