As relações pessoais em tempos de modernidade líquida

Enviada em 18/06/2024

É visível que, com a alteração da estrutura familiar e a inserção da mulher no mercado de trabalho durante o período pós revolução industrial, houve diversas mudanças nas relações humanas, sejam elas pessoais ou interpessoais. Essas mudanças, por mais que muitas vezes radicais, ainda sim, mantêm resquícios da base do que conhecemos como família.

Ao analisar a família moderna podemos ver diversas alterações relacionadas a seu modelo original, que apresentava rigidez com a liberdade da mulher, em todos os aspectos, tanto de relações no geral (amorosas, amizade e etc) quanto profissionais (mulher independente). Mas, por outro lado, muito da base da família tradicional, ainda se mantém até hoje, as mulheres, por mais que não tenham o dever social no modelo familiar atual de serem genitoras de vários filhos, ainda sim sofrem pressão ao decidir que querem seguir suas vidas solteiras e não gerar descendentes.

Este paradoxo de relações mutáveis, mas que, mantêm características anteriores a si é chamado de Modernidade líquida, uma teoria escrita pelo filósofo polones Zygmunt Bauman. Ela discorre justamente sobre a incapacidade do ser humano de manter laços fortes, por não estar totalmente nem nas relações passadas, nem nas relações presentes, o que pode causar quadros de ansiedade e depressão severos, além de prejudicar ativamente a evolução da sociedade e do indivíduo.

Tendo em vista a impossibilidade da existência de relações firmes e imutáveis entre os seres humanos é dever do estado, como instituição de maior poder econômico e social, crie um meio de apoio psicológico às pessoas de todas as idades e localidades, assim minimizando os possíveis danos à estrutura social como um todo, assim, otimizando a evolução da humanidade enquanto sociedade.