Aumento da expectativa de vida no Brasil
Enviada em 30/10/2019
A peste bubônica, ocorrida no século XIV, foi uma das doenças que mais mataram no mundo, devido à falta de métodos medicinais eficazes para controlar essa enfermidade. Embora, na sociedade contemporânea, epidemias como essa sejam praticamente inexistentes e o crescimento da longevidade da população seja notório, problemas com o aumento da expectativa de vida ainda são recorrentes em virtude da superlotação do sistema de saúde pública e da falta de investimento nos hospitais.
Em primeiro plano, com o aumento da idade dos cidadãos, também surge o aumento do aparecimento de doenças e complicações. Segundo a OMS (Organização Mundial da Saúde), a população idosa tende a crescer e é necessário que haja mudanças no sistema de saúde para suprir a demanda. Entretanto, no Brasil, melhorias nesse sistema não acontecem e as filas de espera do SUS continuam crescendo. Por isso, os idosos enfrentam problemas para conseguir tratar as doenças que adquirem, uma vez que o número de pacientes aumenta, mas o número de médicos para atende-los não acompanha esse crescimento.
Além disso, a falta de capital destinado aos hospitais públicos corrobora o problema. Segundo Maquiavel, os chefes de estado possuem apenas o objetivo de manter-se no poder, mesmo que para isso o interesse do povo seja desconsiderado. Dessa maneira, os chefes políticos pouco investem para melhorar a situação estrutural das instituições clínicas e prejudicam aqueles que dependem desse sistema, principalmente os idosos, visto que faltam remédios e equipamentos diariamente nos postos de atendimento.
Faz-se necessário, portanto, que o Ministério da Saúde realize uma expansão do Sistema Único de Saúde, por meio da contratação de mais médicos e da compra de mais equipamentos, com o auxílio de empresas privadas que devem investir capital nos hospitais em troca de descontos nos impostos, a fim de impedir que a população brasileira sofra com os problemas causados pelo mau atendimento nos ambulatórios. Afinal, “O importante não é viver, mas viver bem”, como afirma o filósofo Platão.