Aumento da expectativa de vida no Brasil
Enviada em 18/05/2020
Entre 1940 e 2018, a expectativa de vida brasileira passou de 45,5 para 76,3 anos, aumento de quase 70%. Porém, esse aumento, apesar de ser um bom indicador de qualidade de vida, requer planejamento em saúde, previdência e mobilidade, com tudo isso não acontece no Brasil. Dessa forma, é primordial que sejam feitas estratégias, para que no futuro os idosos não sofram com problemas que poderiam ter sido amenizados no passado.
Segundo a OMS (organização Mundial da Saúde), 2025, o Brasil será o sexto maior em população na terceira idade. Isso revela que problemas com relação à doenças crônicas (diabetes e hipertensão, principalmente), medicamentos e atendimento tanto médico como assistencial, serão recorrentes daqui a alguns anos. O SUS (Sistema Único de Saúde) demanda de investimentos maciços, todavia eles são poucos diante da quantidade de problemas já enfrentados.
Além disso, de acordo com as projeções do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), em meados de 2040, o Brasil terá mais idosos do que crianças e adolescentes. Por conseguinte, o problema previdenciário atingirá boa parte dessa população, visto que, para maioria a única fonte de renda são os aposentos. Desse modo, sem planejamento a conta nunca irá fechar, pois, o número de contribuintes tende a cair, e na contramão o número de beneficiários aumentará.
Portanto, é necessário que medidas sejam tomadas enquanto há tempo. Diante disso o Governo Federal, através dos Ministérios da Cidadania e Economia, juntamente com os governos estaduais e municipais, por via de emendas de licitações, devem implementar uma gradativa modernização do SUS tanto em profissionais quando em aparelhos, além de reivindicar junto ao Senado e Congresso medidas capazes de conter o déficit previdenciário. Consequentemente, poderemos diminuir os impactos na saúde e economia tanto para o Estado, quanto para os idosos.