Aumento da expectativa de vida no Brasil

Enviada em 26/05/2020

Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas, a expectativa de vida ao nascer no Brasil é de 75 anos, sendo elevada anualmente. Este dado está relacionado diretamente com o aumento na realização de exercícios físicos pela população. Entretanto, o crescimento na perspectiva de vida implica na ampliação do número de idosos no país, o qual não está preparado efetivamente para esta realidade. Dessa maneira, torna-se premente analisar dois lados dessa problemática: a melhoria na saúde física da sociedade e o despreparo de algumas cidades para o bem estar na velhice.

A priori, é imperioso demonstrar como a difusão da prática de atividades corporais contribui para o maior tempo de vida das pessoas. Acerca disso, é pertinente trazer a análise do antropólogo  Courtine, na qual ele diz que a obsessão pelo corpo é algo que ganha força a partir de 1980, perdurando até hoje, e influenciando toda a educação corporal da sociedade.  Desse modo, apesar do lado negativo do culto ao corpo, cada vez mais pessoas são levadas a buscar meios de se adequar aos padrões corporais, fazendo, por exemplo, exercícios com gastos calóricos. Consequentemente, as pessoas passam a viver mais tempo; pois, conforme aponta o médico Draúzio Varela, a maior longevidade de vida tem íntima relação com a constância de exercícios físicos.

Sob outro prisma, mudanças favoráveis no gráfico de esperança de vida são causadas pela ampliação do número de pessoas idosas; todavia, no Brasil, ainda não é garantido o bom envelhecimento para todos. Segundo o Estatuto do Idoso, em seu terceiro artigo, é obrigação do Poder Público assegurar ao idoso, com absoluta prioridade, só para ilustrar, a efetivação do direito ao esporte, à cultura e ao lazer. Contudo, muitas cidades brasileiras, principalmente aquelas mais afastadas dos grandes centros urbanos, ainda carecem de meios de lazer, esporte e cultura  diversificados para aqueles que estão na melhor idade.

Portanto, evidencia-se, assim, a conexão do aumento da expectativa de vida  com a melhoria da saúde física dos brasileiros, mas também fica claro a falta de preparo dos municípios, no que tange a ascensão da camada de pessoas com mais de 60 anos. Dessarte, cabe aos governos municipais criar instrumentos que garantam os direitos previstos no Estatuto do Idoso. Isso pode ser feito com a criação de complexos esportivos e culturais, voltados especialmente para idosos, com a contratação profissionais, como educadores físicos e artistas, que tenham alguma especialização na  terceira idade.  Essa proposta tem por finalidade oferecer, ainda que minimamente, que a velhice seja bem vivida no contexto brasileiro e, em alguma medida, os efeitos do acréscimo dos anos de vida do corpo social encontre menos barreiras, visto que um plano paliativo está traçado para esta situação.