Aumento da expectativa de vida no Brasil
Enviada em 22/07/2020
Dados à globalização, sendo intensificados após a Guerra Fria, os avanços tecnológicos trouxeram o aprimoramento da medicina, e, consequentemente, o aumento da expectativa da vida do mundo todo, inclusive, da dos brasileiros. Entretanto, o país apresenta impasses, os quais se destacam os que tangem à economia e à saúde pública. Sendo assim, necessitam do olhar do Estado para oferecer a devida assistência àqueles que necessitam.
Em primeiro plano, é preciso analisar os impactos econômicos referentes ao envelhecimento da população. A quantidade da PEA (População Economicamente Ativa) tem diminuído no Brasil, o que é inversamente proporcional ao aumento do número dos idosos nessa sociedade. Dessa forma, poderá ser ocasionado um grande desequilíbrio monetário. Portanto, como método urgente, foram amenizados os gastos desse setor por meio da Reforma da Previdência Social. Em contrapartida, as necessidades dos cidadãos da terceira idade continuam impreteríveis, e ainda que contem com o Estatuto do Idoso, seus direitos básicos, como acesso à moradia, alimentação e bem-estar precisam ser constantemente reivindicados.
Outrossim, constata-se no Artigo 196 da Constituição Federal que todos devem ter acesso à saúde. Contudo, nesse cenário, o Sistema Único de Saúde ainda precisa preparar-se para cuidar devidamente da geração que mais necessita. Segundo dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas), a expectativa de vida cresceu 30 anos desde 1945 a 2015, alcançando a marca de 75,2 anos. Isso dá-se, também, a quebra do senso comum de que os idosos devem permanecer sempre em repouso. Consoante ao médico Drauzio Varella, esse aumento foi devido a uma dieta balanceada e exercícios físicos em suas rotinas. Também, destacam-se os investimentos do Estado em saúde e saneamento básico para promover qualidade de vida.
Portanto, fica claro que para o desenvolvimento do país será míster o investimento na melhoria do amparo ao idoso. Deve-se retomar a individualização do Ministério dos Direitos Humanos, e este deve viabilizar programas sociais para auxiliar e garantir que os anciãos de classes mais baixas tenham seus direitos básicos. Também, a Secretaria de Saúde de cada município deve atuar com a promoção de cursos capacitantes voltados aos cuidados desse grupo, para que assim, suas particularidades sejam melhor assistidas. Dessa forma, então, os recursos desenvolvidos para a longevidade humana serão bem usufruídos.