Aumento da expectativa de vida no Brasil

Enviada em 17/08/2020

Em 2018, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou um crescimento da expectativa de vida no Brasil, que passou a ser aproximadamente 76 anos. Este dado é de grande relevância para um país, pois mostra se seus cidadãos possuem uma boa qualidade de vida  nele. Apesar dessa média ter aumentado, isso não significa que todos viverão dessa maneira, uma vez que ainda há locais em que pessoas vivem sob condições precárias de saúde e com índices expressivos de mortalidade infantil. Além disso, as pessoas que atingem essa estimativa de idade, os idosos, não recebem devida atenção por parte do governo e da sociedade. Portanto, para que a esperança de vida cresça, muitas mudanças ainda precisam ocorrer.

Em primeiro lugar, é necessário entender que o aumento da expectativa de vida está muito relacionado com a redução da mortalidade infantil, fator também apresentado na pesquisa do IBGE. Esse fato só foi alcançado por causa da melhoria das condições de vida e da medicina, que se comparadas ao século passado, eram extremamente precárias. Entretanto, ainda assim existem pessoas que vivem sem saneamento básico, hospitais, medicamentos e vacinas, devido a desigualdades sociais. Com isso, doenças se tornam mais propícias e fatais, o que faz com que a esperança de vida no Brasil não aumente como deveria.

Por outro lado, ao elevar a expectativa de idade dos brasileiros, o número de idosos eleva paralelamente. Segundo o Estatuto do Idoso, é obrigação do Estado e da família cuidar e garantir que esta parte da população tenha uma boa qualidade de vida, o que também contribuiria para o aumento da expectativa de vida. Porém, na realidade, os idosos sofrem um grande descaso e vivem, muitas vezes, sozinhos e sem cuidado. Isso leva, novamente, a precariedade de vida e a redução da idade estimada no Brasil, sendo um fator que precisa ser mais valorizado e pensado em todo o mundo.

Logo, não é suficiente apenas melhorar a expectativa de vida, são necessárias medidas públicas que levem atenção a toda  sociedade. Para isso, o Ministério do Desenvolvimento Regional deve realizar uma análise social em cada estado do país para identificar as regiões precárias e desenvolver obras visando o saneamento básico e a saúde pública local. Além disso, juntamente com Organizações Não Governamentais, que lutam pelo bem estar dos idosos, devem construir centros em lugares estratégicos, em que eles terão acesso a médicos, ao lazer e ao convívio social. Assim, os brasileiros poderão viver de modo mais humano e pesquisas como a do IBGE mostrarão idades cada vez maiores.