Aumento da expectativa de vida no Brasil
Enviada em 28/10/2020
Dados do IBGE mostram um significativo aumento da expectativa de vida em certas áreas do Brasil, como a do Sul, onde a média ultrapassa os 75 anos de idade. No entanto, essa mesma pesquisa mostra que a disparidade entre as regiões brasileiras ainda se faz presente, visto que, em alguns estados do Norte e do Nordeste, as pessoas vivem apenas até os 70 anos. Nesse sentido, configura-se um problema de contornos específicos que emergem devido à ineficiência do Estado em fornecer saúde pública de qualidade para todo o país e em reduzir as disparidades regionais.
Primeiramente, é importante salientar que, nas regiões distantes das principais cidades brasileiras, a saúde pública ainda é precária. Segundo Thomas Hobbes, o Estado tem obrigação de fornecer a melhor qualidade de vida possível para a sua população. Todavia, no Brasil, como já mencionado, isso ocorre de maneira desigual, o que é injusto, pois enquanto o tempo de vida – forte indicador de melhoria na qualidade de vida da sociedade – aumenta, por exemplo, em Santa Catarina, no Maranhão, por falta de atenção e investimento do dinheiro público na estrutura e nos equipamentos de hospitais, a expectativa de vida mantém baixa por puro descaso do Estado.
Somado a isso, a desigualdade social em geral é um fator que impede certos grupos sociais de viverem por mais tempo. Sob essa perspectiva, pode-se usar como exemplo a cidade do Rio de Janeiro no enfrentamento da pandemia da COVID-19, muitas comunidades ficaram sem água e sem renda para obter álcool em gel no início da situação alarmante de saúde pública, o que fez com que um grande número de pessoas morressem devido a infecção viral, fato que além de mostrar a vulnerabilidade sanitária dessa população, destaca também o quanto as ferramentas básicas, como saneamento, impactam na expectativa de vida das pessoas.
Portanto, o Governo Federal, juntamente com o Poder Legislativo, por meio de debates com especialistas e economistas, deve criar uma lei que torne obrigatório o investimento em áreas importantes para a sociedade, como saúde pública, desenvolvimento social e saneamento básico, em todas as regiões do Brasil, a fim de que a população das áreas mais pobres possa ter acesso à saúde pública de qualidade e, principalmente, bem estar social para ampliar suas expectativas de vida. Assim, o capital investido deve ser usado para melhorar os hospitais públicos com problemas estruturais e para conscientizar a população mediante propagandas, em outdoors e nas principais rádios do país, sobre a importância de cuidar da saúde e desenvolver hábitos saudáveis. Desse modo, poderá consolidar-se um Brasil melhor no futuro.