Aumento da expectativa de vida no Brasil

Enviada em 21/11/2020

“No meio do caminho tinha uma pedra, tinha uma pedra no meio do caminho”. Por meio desse trecho do poeta modernista Carlos Drummond de Andrade, percebe-se que a sociedade, ao longo de seu desenvolvimento, encontra obstáculos em sua trajetória. Fora da literatura, é fato que a realidade apresentada pelo autor pode ser relacionada ao aumento da expectativa de vida. Diante disso, cabe avaliar a desigualdade social e as consequências do problema.

Primeiramente, cabe destacar que a desigualdade está entre os principais motivos do aumento da expectativa de vida. A população da região Nordeste tende a sofrer mais e viver menos do que uma pessoa que mora em uma região privilegiada, como a região Sudeste e Sul, que possui mais concentração de renda das demais regiões. Segundo uma pesquisa do Site G1, a desigualdade existe quando há um aumento de renda em todas as classes, em exceção à primeira, enquanto os pobres diminuem, os ricos crescem em sua renda. Desta forma, mostra-se evidente que com o capitalismo, houve um marco para a vida das pessoas, na qual os ricos se mantém em vantagem e os pobres ficam mais apagados na sociedade, e por conseguinte, gera a falta de equilíbrio social que pode comprometer a qualidade de vida das pessoas, como a saúde delas, sendo totalmente inadmissível, já que o Brasil possui estruturas que poderiam evitar esse problema.

Ademais, é importante destacar os resultados causados ​​por essa situação, para entender as consequências. De acordo com o site DSS Brasil, a duração de vida da população nordestina está abaixo da média do país e fica atrás apenas da região Norte, onde o índice não passa dos 70,8 anos. O que é extremamente deplorável para a saúde da população, sendo importante salientar que mais de 20% da população vivem na pobreza chegando a ganhar somente R$ 300,00 por mês. Nesse sentido, torna- se imprescindível uma solução para essa dificuldade.

Portanto, indubitavelmente, medidas são necessárias para resolver essa barreira. Para que isso seja possível, é necessário que o Ministério da Saúde invista em medicina preventiva, oferecendo serviço qualitativo por meio de mudanças no estilo de vida, promovendo saúde e envelhecimento, quanto à desigualdade, o governo deve fornecer pagamentos de salários justos, e aos mais pobres oportunidades de empregos e serviços gratuitos como saúde, educação e lazer. Dessa maneira, o Brasil poderá superar o problema.