Aumento da expectativa de vida no Brasil
Enviada em 04/12/2020
O IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística -, em estudo nunciado em 2017, afirmou aumento da expectativa de vida média para 75,2 anos. Tal progresso foi possibilitado graças ao avanço nas áreas da educação, saneamento básico e, principalmente, na saúde. Entretanto, mesmo diante desse cenário, ainda configura-se alguns impasses, como a ausência do Estado no investimento previdenciário, para o desenvolvimento pleno da qualidade de vida no Brasil.
Em primeira análise, cabe destacar a carência de escrúpulo da sociedade com a população idosa, que não dá a devida importância para as necessidades desse grupo.Na Roma Antiga, os anciãos eram vistos como sábios e possuíam posição de extremo respeito. Todavia, é cada vez mais frequente a ocorrência de casos de violência e maus tratos aos anciãos, que ao adquirir faixa etária avançada necessitam dos cuidados de familiares.
Por conseguinte, a carência de aplicação de recursos pelo Ministério Público em saúde gerontológica e em reformas previdenciárias que visem, principalmente, maior disponibilização financeiras para a boa vida do longevo agrava esse cenário. Os auxílios monetários cedidos pela contribuição trabalhista do indivíduo é incompatível com a realidade econômica vivenciada pelo país. Dessa forma, o déficit estrutural no SUS, sistema público de saúde, faz com que o idoso gaste exorbitantes quantias para atendimento privado. Logo, dificulta-se o bem-estar dessa camada social, já que impossibilita seu auto sustento.
Conclui-se, portanto, que faz-se de extrema necessidade ações que, de fato, mudem esse precária panorama e, potencialize os avanços já realizados. É mister atuação do Ministério de Educação, órgão responsável pelo ensino brasileiro, na reeducação social, por meio da disponibilização de palestras em escolas de ensino básico que tenham por fito, a mudança da cultura de violência contra a população sênior. Ademais, salienta-se o maciço investimento pelo Estado junto ao Ministério da Saúde, em unidades básicas e hospitais públicas, com a asseguração de profissionais especializados na prevenção de doenças e cuidados para esse grupo, objetivando uma saúde pública de qualidade e proporcionando maior bem-estar e condições financeiras para a terceira idade.