Aumento da expectativa de vida no Brasil

Enviada em 05/12/2020

Promulgada em 1988, a Constituição Cidadã, assegura o bem-estar e isonomia da população brasileira. Entretanto, mesmo diante dessa concessão, ainda configuram-se alguns impasses, como a inadvertência dos direitos com a senioridade, bem como ausência do Estado no investimento previdenciário e profilático, para o desenvolvimento pleno da qualidade de vida no Brasil.

Em primeira análise, cabe destacar a carência de escrúpulo da sociedade com a população idosa, que não dá a devida importância para as necessidades desse grupo.Na Roma Antiga, os anciãos eram vistos como sábios e possuíam posição de extremo respeito. Todavia, é cada vez mais frequente a ocorrência de casos de violência e maus tratos aos anciãos, que ao adquirir faixa etária avançada necessitam dos cuidados de familiares.

Por conseguinte, a carência de aplicação de recursos pelo Ministério Público em saúde gerontológica e em reformas previdenciárias que visem, principalmente, maior disponibilização financeira para a boa vida do longevo agrava esse cenário. Os auxílios monetários cedidos pela contribuição trabalhista do indivíduo são incompatíveis com a realidade econômica vivenciada pelo país. Dessa forma, o déficit estrutural no SUS, sistema público de saúde, faz com que o idoso gaste exorbitantes quantias para atendimento de prevenção privado. Logo, dificulta-se o bem-estar dessa camada social, já que impossibilita seu autossustento.

Conclui-se, portanto, fazer-se de extrema necessidade ações que, de fato, mudem esse precário panorama e potencializem os avanços já realizados. Assim, é mister atuação do Ministério de Educação, órgão responsável pelo ensino brasileiro, na reeducação social, por meio da disponibilização de palestras em escolas de ensino básico que tenham por fito a mudança da cultura de violência contra a população sênior. Ademais, salienta-se o maciço investimento pelo Estado, junto ao Ministério da Saúde, em unidades básicas e hospitais públicas, com a asseguração de profissionais especializados na prevenção de doenças e cuidados para esse grupo, objetivando uma saúde pública de qualidade e proporcionando maior bem-estar e condições financeiras para a terceira idade.