Aumento da expectativa de vida no Brasil
Enviada em 16/12/2020
No ano de 2019, foi aprovada a Reforma da Previdência brasileira impulsionada principalmente pelo aumento na expectativa de vida dos brasileiros, uma vez que segundo dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) a expectativa de vida do brasileiro foi de 65,7 anos para 76 anos entre 1980 e 2017.No entanto, apesar do elevado aumento os índices ainda não acompanham a expectativa de países vizinhos como Argentina e Cuba e ficam ainda mais distantes dos dados de países desenvolvidos . Nesse sentido, medidas são necessárias para coibir esta intempérie, posto que há como principais desafios a falta da efetivação da medicina preventiva e a ampla desigualdade social.
Em primeiro lugar, a implantação do Sistema Único de Saúde, SUS, foi de extrema importância para a longevidade da vida dos brasileiros . Entretanto, o Brasil ainda tem o atendimento focado no atendimento especializado , internação e intervenções cirúrgicas , os quais tem um custo elevado para os cofres públicos dificultando que o acesso seja abrangente e de qualidade. Nesse sentido, nota-se a falta de uso do atendimento primário, medicina preventiva, o qual tem um gasto menor e maior eficiência na vida dos indivíduos. Como exemplo, segundo uma matéria divulgada pela revista Veja, Cuba investiu nos ùltimos 20 anos na implantação de um sistema preventivo com o apoio de Médicos da Família e Comunidade e teve como resultado uma melhora significativa na saúde ultrapassando o Brasil na média de expectativa de vida.
Além disso, o Índice de Gini é usado para calcular a desigualdade de renda do país, no relatório de 2019 o Brasil está entre os dez países de maior desigualdade no mundo , demonstrando que o país tem elevados índices de desigualdade econômica e social entre os cidadãos. Nesse sentido, a expectativa de vida acompanha a desigualdade , uma vez que mostrasse menor nos indivíduos de menor renda. Para exemplificar, segundo dados divulgados pelo Mapa da Desigualdade em 2018, a expectativa de vida dos paulistanos das áreas periféricas é em média 23 anos mais curta do que os paulistanos moradores de áreas nobres, esses índices podem ser explicados por diversos fatores como maior violência urbana e menor acesso a saneamento básico.
Portanto, urge a necessidade de mudanças. Assim, cabe ao Ministério da Saúde, como órgão supremo na área, desenvolver um projeto de ampliação da aplicabilidade da medicina preventiva por meio do fornecimento de verba para prefeituras, dedicadas para a contratação de médicos , equipamentos e funcionários para trabalhar no atendimento primário, e medidas para incentivar estudantes de medicina a se especializarem como Médicos da Família e Comunidade com o intuito de ampliar ao atendimento e melhorar a qualidade da saúde dos brasileiros.