Aumento da expectativa de vida no Brasil
Enviada em 15/01/2021
Com o advento da Terceira Revolução Industrial, foram desenvolvidas novas tecnologias em diversas áreas, que contribuíram de forma efetiva para o avanço dos tratamentos médicos no Brasil. Consequentemente, foi notório o aumento da expectativa de vida da população. No entanto, infelizmente, essa conjuntura é uma problemática na sociedade, pois agrava as desigualdades já existentes e impacta negativamente a economia do país.
Diante desse cenário, é preciso notar que apenas uma parcela da população vivencia o aumento da expectativa de vida, em decorrência das diferentes condições socioeconômicas. Segundo o índice de Gini, o Brasil está entre as dez nações mais desiguais do mundo. Nesse sentido, parte privilegiada da comunidade possui acesso a hospitais privados, enquanto indivíduos carentes só conseguem recorrer às redes públicas - não funcionam com qualidade efetiva. Sendo assim, fica claro como as classes precarizadas estão mais vulneráveis em relação a doenças e a problemas médicos, fato que evidencia uma ampliação das discrepâncias já presentes na sociedade brasileira.
Além desse ponto, percebe-se a formação de um novo problema econômico com o aumento da população idosa. De acordo com o Artigo 6º da Constituição Federal, a previdência é um direito social, ou seja, mesmo com mais idosos, é dever do Governo continuar pagando a aposentadoria. Esse gasto não seria uma questão se o país possuísse um acréscimo do número de jovens. Contudo, a quantidade de filhos por mulher diminuiu e, consequentemente, a População Economicamente Ativa - responsável pelo pagamento aos aposentados - também. Dessa maneira, é perceptível um impacto econômico devido ao crescimento da expectativa de vida e à diminuição da taxa de natalidade.
Evidencia-se, portanto, uma problemática social e econômica em detrimento do aumento da população idosa. Com o objetivo de diminuir as desigualdades, cabe ao Governo Federal, por meio da utilização de uma parcela do imposto de renda, investir nas instituições públicas, para elas ficarem qualificadas e todos conseguirem a mesma base com oportunidades iguais. Ademais, visando a melhorar a quebra da economia, também é dever do Governo contribuir um pouco no pagamento das aposentadorias. Somente assim, seria possível perceber apenas os aspectos positivos do avanço das tecnologias medicinais em um país livre de discrepâncias socioeconômicas.