Aumento da expectativa de vida no Brasil

Enviada em 20/03/2021

Segundo o escritor Gilberto Dimenstein, “A cidadania  é garantida por lei dos seres humanos nascerem livres e iguais em dignidade e direitos”. Todavia, a sua obra “Cidadãos de papel” retrata um indivíduo que possui direitos básicos apenas na legislação, uma vez que o personagem não usufrui de liberdades positivas. Sob tal perspectiva, a uniformização da sociedade em cidadãos de papel assemelha-se ao protagonista da composição nacional, visto que o governo tem um preparo para lidar com o aumento da expectativa de vida dos brasileiros e a garantia de seus direitos devido. Logo, urge a necessidade de mitigar a problemática.

Primeiramente, após o fim da Segunda Guerra Mundial, o Brasil e o mundo testemunharam um gradual avanço na área da medicina que, aliado ao controle de natalidade devido ao surgimento de métodos contraceptivos, promoveu o aumento da expectativa e impulsionou o crescimento populacional, o chamado “Baby Boom”. Nesse sentido, o envelhecimento da população ocorreu de forma rápida, não conferindo tempo suficiente para a preparação de mudanças futuras. À vista disso, a reduzida taxa da População Economicamente Ativa (PEA) corrobora para a controversa, dado que há baixa oferta de funções no mercado de trabalho para tal setor social. Dessa forma, essa situação motiva o crescimento de pedidos de aposentadoria ao Governo, o que desequilibra os gastos e a arrecadação nesse âmbito.

Por conseguinte, de acordo com o filósofo Thomas Hobbes, em sua obra “O Leviatã”, o Estado é a instituição responsável por garantir a fluidez e a harmonia entre a coletividade, observa-se que tal assertiva não é colocada em prática. Desse modo, por mais que houve um grande desenvolvimento da Medicina durante o século XX, parte da população se sente desamparadas por não apresentar os direitos constitucionais advindos da previdência social, assim como no livro de Gilberto Dimenstein.

Portanto, medidas são necessárias para mitigar a problemática. Para tanto, cabe ao Estado desenvolver políticas públicas, em conjunto com as secretárias de cada município, deverão criar Programas Sociais destinados à pessoa idosa por meio de passeios, práticas esportivas e conversa. Para que assim, as pessoas mais velhas tenham melhor qualidade de vida. Além disso, é preciso que haja incentivos fiscais para empresas que contratem idosos inativos no mercado de trabalho. Destarte, será possível reduzir o deficit no setor previdenciário e a reduzida mão de obra.