Aumento da expectativa de vida no Brasil
Enviada em 12/03/2021
Na Idade Média, a expectativa de vida era baixa, em decorrência da escassez de médicos e recursos públicos, da falta de saneamento básico e da moradia em locais insalubres. Ainda que, tenham ocorrido diversos avanços, tanto na medicina quanto em recursos no geral, ter uma expectativa de vida alta ainda é um desafio. No Brasil, esse problema está relacionado, principalmente, a pouca disponibilidade de verbas destinadas à saúde e à problemas na estruturação de previdências sociais.
De acordo com o relatório do Tesouro Nacional do ano de 2018, estima-se que foram destinados à saúde pública cerca de R$39 bilhões. Entretanto, nesse mesmo ano houve problemas com pouca disponibilidade de leitos em hospitais do país todo, além de vir acompanhado pela falta de médicos e medicamentos.
É evidente que, além de ofertar saúde de qualidade, é necessário uma boa gestão de previdências sociais, o que ,muitas vezes, não acontece no país. Apesar de, no Brasil o número de aposentados e pensionistas ter crescido 19% em 6 anos (dados de 2019), grande parte da população idosa não consegue ter acesso à esse direito. Esse problema é decorrente, principalmente, da antiga cultura da não utilização da carteira de trabalho, meio pelo qual conseguem ter acesso a esse benefício.
Em suma, é necessário que haja comprometimento dos governos (federal, estaduais e municipais), sendo de grande importância a gestão, o controle e a disponibilização de verbas por parte destes. Por conseguinte, a criação de mais leis que defendem os direitos trabalhistas e de órgãos públicos que fiscalizem o cumprimento destas. Concluindo, também é relevante que os órgãos responsáveis por garantir esses benefícios/direitos aos idosos facilitem o acesso, principalmente a essa parcela da população que trabalhou/trabalha muitos anos sem a carteira assinada.