Aumento da expectativa de vida no Brasil

Enviada em 25/10/2021

Com o advento da Primeira Revolução Industrial e o consequente inchaço urbano, cuidar da própria saúde para obter longevidade era um ato inimaginável quando se leva em consideração a vida insalubre e curta dos cidadãos. Entretanto, hodiernamente o aumento da expectativa de vida no Brasil revela não só um desenvolvimento positivo dos indicadores sociais, mas também um questionamento sobre a evidente disparidade entre os Estados.

Nesse contexto, entre o Brasil recentemente industrializado ,de 1940, e o moderno economicamente capitalista, existe um aumento de cerca de 30 anos na média de vida do brasileiro, segundo o Instituto de Geografia e Estatística. Dessa forma, fica claro que tal acréscimo se deve a melhoria da qualidade de vida nacional, por meio de investimentos no setor da educação, no sistema único de saúde e no saneamento básico, os quais permitem condições dignas para o sujeito se desenvolver e envelhecer.

Todavia, tal aumento no tempo de vida é estatisticamente desigual, uma vez que a diferença entre o aumento da média é de sete anos a menos para o Nordeste em comparação ao Sudeste, de acordo com uma pesquisa feita pelo Instituto de Geografia e Estatística. Assim sendo, fica evidente que os investimentos governamentais estão concentrados nas regiões metropolitanas e economicamente relevantes para o cenário nacional. Por consequência, o sucateamento dos serviços públicos de saúde e educação perpetua a disparidade na qualidade de vida do brasileiro.

Portanto, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável por zelar pela qualidade de vida do cidadão, a criação de um projeto que vise auxiliar as regiões que estão abaixo da média brasileira de vida. Atuando por meio de ONGs que administrem o dinheiro investido nas áreas mais problemáticas de cada região; com o intuíto de promover um equilíbrio nos indicadores sociais, e , por conseguinte, uma melhora na qualidade de vida.