Aumento da expectativa de vida no Brasil
Enviada em 08/09/2017
Crescente escolaridade. Melhorias no saneamento básico. Avanço da medicina. Tais fatores foram responsáveis pelo aumento da expectativa de vida de parte da população brasileira que, apesar de significar um avanço na seguridade social, concebeu novos desafios ao Estado para lidar com essa realidade social. Nesse sentido, a oferta de um sistema de saúde de qualidade é imprescindível para o atual envelhecimento populacional mais democrático.
É possível aferir, em primeira análise, que o aumento da expectativa de vida não se faz presente em todas as camadas sociais. Isso se deve ao fato de que os cidadãos de classe baixa ainda enfrentam dificuldades no tratamento e na prevenção de enfermidades, pois o sistema de saúde pública ainda é precário em algumas cidades. Dessa forma, quem não possui condições de pagar por planos de saúde particulares torna-se refém da deficiente saúde pública nacional.
Além disso, a negligência do Estado é um fator que dificulta o aumento da expectativa de vida. De acordo com o sociólogo Émile Durkheim, em seu conceito de solidariedade orgânica, para que a sociedade seja coesa é fundamental que todos os órgãos, instituições, e indivíduos cumpram seus papéis sociais em harmonia. Entretanto, no que diz respeito a sociedade brasileira, a inoperância e a insuficiência das ações governamentais no âmbito da saúde e da educação impedem que essa coesão seja estabelecida.
Torna-se evidente, portanto, que mudanças devem ser feitas para melhorar a expectativa de vida da população, como Isaac Newton afirmava na física, para vencer a inércia de um corpo é necessário que uma força atue sobre ele. Para isso, é fundamental que o MEC institua em escolas públicas e particulares a “semana da cidadania”, trazendo profissionais da área da saúde para a escola a fim de propagar cuidados com a saúde individual. Ademais, é imprescindível que o governo destine maior verba á medicina preventiva criando campanhas em órgãos midiáticos.