Aumento da expectativa de vida no Brasil

Enviada em 07/09/2017

Os países desenvolvidos passaram e passam por um processo de transição. No caso da Europa, em função da boa qualidade de vida do cidadão, as pirâmides etárias de seus países deixam a forma triangular. Já os subdesenvolvidos começaram-no tardiamente, tendo o Brasil como um dos exemplos do aumento da expectativa de vida. Nesse sentido, tal ocorrência, mesmo positiva, desequilibra o Estado e não elimina a desigualdade.

Primeiramente, deve-se considerar que a mudança no padrão populacional brasileiro desestabiliza a economia do país. Isso porque, partindo de uma análise geográfica, aumento da expectativa de vida significa o crescimento do contingente idoso da população. Dessa forma, esses componentes não participam da PEA, População Economicamente Ativa, o que significa que a arrecadação do Brasil diminui. Sendo assim, além de não produzirem capital, os idosos dependem da garantia de aposentadoria, a qual é concedida pelo Estado brasileiro, retirada da verba pública mediante tributação previamente realizada. Logo, o crescimento do topo da pirâmide etária brasileira é diretamente proporcional à necessidade financeira do território nacional, dificultando, em parte, seu progresso.

Além disso, é importante ressaltar que esse processo, mesmo sendo um indicativo de desenvolvimento nacional, não significa a extinção das mazelas brasileiras. Tal ocorrência se deve ao fato de o país ter sido construído sobre bases elitistas e corruptas. Nesse contexto, o Coronelismo, a Reforma Urbana de Pereira Passos e os escândalos de desvio de verbas públicas na politica, são algumas de muitas provas de que a melhora de infraestrutura brasileira não atinge todos os cidadãos. Dessa maneira, é evidente que, ainda que haja aumento da expectativa de vida no Brasil, essa não se expande às classes baixas e periferias do território brasileiro, agravando a desigualdade social.

Pode-se constatar, portanto, que o aumento da expectativa de vida brasileira não indica apenas melhorias. Desse modo, é necessário que o Governo Federal crie um programa de reforma previdenciária, levando em consideração as disparidades regionais do país, para que aumente o tempo de contribuição do cidadão, fazendo com que seja maior a arrecadação do Estado e, consequentemente, a economia se estabilize. Junto a isso, a sociedade, organizada em ONGs especializadas, deve pressionar o governo, por meio de manifestações de grande porte, a difundir as melhorias infraestruturais para todas as regiões de seu território. Talvez, assim, o desenvolvimento do Brasil possa ser completo.