Aumento da expectativa de vida no Brasil

Enviada em 10/09/2017

Da teoria à prática

O notável Dostoiévski, um dos maiores escritores russos. considerou que todos somos responsáveis por tudo sobre todos. Tal concepção é coerente na atual situação do Brasil, em que a sociedade tem a responsabilidade sobre o aumento da expectativa de vida. Entretanto, o país ainda não está preparado para lidar com essa realidade.

Sabe-se que no século XXI os conceitos de velhice foram revolucionados. Tal afirmação comprova-se,pois graças aos processos e avanços da medicina, que proporcionaram modificações na concepção de que obesidade é sinônimo de saúde e da não prática de exercício por idosos. Dessa maneira, a realidade eleva o IDH do país, porém gera sérios impactos na previdência social. Nesse sentido, há o crescimento evidente de idosos no país e a péssima gestão da previdência, que gera uma má qualidade de vida para esse setor social.

Outro fator que agrava essa problemática é a saúde pública para idosos. Desse modo, por mais que a expectativa de vida tenha aumentado o sistema de saúde permanece precário, sem medicamentos equipamentos e médicos especializados. Dessa maneira, não é coerente ter um aumento significativo na idade da população, se a qualidade de vida é insatisfatória.

É certo, portanto, dizer que há problemas a serem resolvidos perante ao aumento da expectativa de vida. Logo, cabe ao Ministério do Trabalho, junto ao INSS, regulamentar o código da previdência de acordo com os impactos do trabalho na saúde e garantir todos os benefícios previstos pela lei. E por parte do Ministério da Saúde é necessário regular e estabelecer normas precisas, por meio de contratos detalhados e fiscalizados com os hospitais e UPAs, para que dificulte fraudes e roubos. Somente assim, a sociedade que Dostoiévski dita será responsável por um avanço social e qualidade de vida em todos os setores sociais.