Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros

Enviada em 20/09/2019

Segundo Durkheim, a sociedade é constituída por valores solidários responsáveis pela coesão coletiva. Todavia, atualmente, tal prerrogativa é deturpada, já que a criminalidade em questão é recorrente entre jovens, e, consequentemente, rompe a estabilidade social. Esse cenário advém da crescente exposição de adolescentes a atividades ilícitas, à medida que há o aumento da marginalização juvenil. Sendo assim, a segregação de jovens em zonas periféricas, aliada ao descaso com políticas de inserção social, somam os principais alvos a serem superados.

Em primeiro lugar, o preconceito que rege o panorama de exclusão juvenil está intimamente relacionado à criminalidade de adolescentes. De acordo com Foucault, os corpos são moldados com base no meio em que estão inseridos. É analogamente ao exposto que jovens de zonas periféricas são submetidos ao crime, tendo em vista que a segregação social coage-os a procurarem alternativas ilícitas através da criminalidade. Ou seja, é comum que a intolerância coletiva implique em atos de infração precoce, uma vez que a marginalização compromete a socialização na adolescência e forma novos transgressores.

Em segunda instância, frente à exclusão juvenil, o descompromisso para com atividades de socialização intensifica a problemática. Apesar de dados do Sebrae- órgão de assistência empreendedora- indicarem o crescimento do empreendedorismo social, o cenário de projetos humanos ainda é precário. É diante do exposto que se nota o descaso com atividades de ressocialização de jovens infratores, que, por sua vez, instiga a manutenção destes na criminalidade. Evidentemente, transgressões feitas por menores de idade tornam-se cotidianas, visto que, com ausência de tentativas de resgate social, o ciclo contínuo de crimes adolescentes é mantido.

Em suma, evidencia-se que a exposição de jovens à criminalidade é resultado do descaso coletivo perante a marginalização destes. Nesse sentido, cabe ao Governo Federal, por intermédio dos Ministério da Educação e da Cidadania, fazer uma parceria com o Sebrae e criar o projeto “Juventude Segura”. Nele, deve haver, mediante auxílios e incentivos fiscais ao empreendedorismo social, a criação de zonas socioeducativas que resgatarão jovens infratores, a fim de inseri-los no esporte, na música e na educação, além de retirá-los da vida criminal. Ademais, o mesmo irá prevenir adolescentes do recrutamento à atividades ilícitas, com intuito de fornecer alternativas dignas de socialização. Dessa forma, reduzir a transgressão juvenil para, de fato, atingir a coesão social durkheimiana.