Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros

Enviada em 13/10/2019

O asco provocado pelos horrores da Segunda Guerra Mundial trouxe mudanças em níveis globais em relação a direitos humano. Após tal acontecimento, a Declaração Universal dos Direitos Humanos – promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas – delineou direitos básicos a todos os cidadãos como o direito à saúde. Todavia, hodiernamente, vê-se esse direito ser infringido no Brasil independente da classe social, seja devido à educação, seja em razão da cultura. Esses fatos ensejam discussão sobre o aumento da criminalidade entre os jovens brasileiros. Inicialmente, é importante salientar que Paulo Freire – patrono da educação – alertou ao dizer que: “se a educação não transforma a sociedade sem ela tampouco a sociedade muda”. Porém, a realidade caminha na contramão do alerta ao constatar-se que quase 200 mil adolescentes - 9 em cada 10 desses jovens sendo homens - cumprem medidas socioeducativas. Prática que pode levar a sérios danos na formação de caráter da criança, agravado pelo contingenciamento de verbas pelo Governo em todos os setores. Diante de tal contexto, é imprescindível levar mudanças na forma como a educação é gerenciada. Ademais, o problema da criminalidade entre os jovens deixa de ser exclusivo do sistema educacional ao ultrapassar a sala de aula e alcançar a âmbito familiar. À medida que fazer parte de um grupo criminoso passa a ser símbolo de virilidade, observa-se o problema torna-se cultural. Zygmunt Bauman - sociólogo polonês - discorreu sobre a gravidade da situação ao explicar que tudo o que se faz tem impacto na vida de todo mundo e tudo o que os outros fazem acaba tendo impacto na vida de todos. O que leva à discussão sobre os problemas sociais na contemporaneidade. Destarte, indubitavelmente, medidas são necessárias para combater o quadro da criminalidade entre os jovens no Brasil. No campo socioeducativo, as secretarias municipais, por meio de verbas governamentais, devem promover encontros pedagógicos com pais, alunos e sociólogos nas escolas, em reuniões semestrais, com o uso de material educativo e com a finalidade de desconstruir em médio prazo o ambiente propício ao desenvolvimento vicioso de novos agrotóxicos. Tais ações trarão para a realidade os direitos idealizados na Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948.