Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros

Enviada em 21/10/2019

Em 2014, constatou-se que cerca de 15% dos homicídios no estado de Minas Gerais foram cometidos por menores de idade. A participação desses jovens no crime implica inadequações críticas na estrutura social de nossa sociedade. Dessas insuficiências, a principal força por trás do ingresso de jovens ao crime é a falta de avenidas de ascensão social legais e práticas, o que, em torno, se deve às desfavorecidas circunstâncias de origem desse segmento de nosso povo.

Tais origens são caracterizadas pelo pertencimento a famílias de baixa renda e por uma educação insuficiente para perseguir uma ocupação de cunho mental. Por isso, o potencial profissional destes jovens é punitivamente restrito, uma vez que eles não têm as qualificações necessárias para evitar a subordinação às forças do mercado. Desse modo, seu futuro consistiria de anos ou décadas em postos de baixo nível sendo explorados por seus empregadores devido à inexistência de outras alternativas.

No entanto, caso eles se voltem ao crime e não sejam atingidos pelas repercussões legais de suas atividades ou pelos outros riscos dessa área de atuação, eles seriam amplamente recompensados. Nesse caso, eles receberiam não só riqueza suficiente para abastecer um padrão de vida muito mais elevado do que o de seus conterrâneos, mas também desfrutariam de benefícios socioculturais como o respeito de seus pares e autoridade sobre seus subalternos e membros de suas comunidades.

Dessa forma, evidenciam-se os fatores que constroem a atratividade de uma carreira fora da lei e torna-se também possível delinear estratégias para reverter este quadro. Uma delas seria o preenchimento da supracitada demanda não atendida de meios à ascenção social, através da criação, partindo do poder público, de novos programas de aprendizagem profissional e currículos de treinamento vocacional nas escolas que atendem as porções desafortunados da população. Estas iniciativas deveriam receber pupilos independentemente de seus níveis de educação ou histórico de conduta e, então, forneceriam conhecimento e habilidades que permitiriam que seus alunos alcançassem remunerações justas no futuro. Assim, seria oferecida à juventude brasileira uma viável e acessível alternativa tanto ao crime quanto ao subemprego.