Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros
Enviada em 30/10/2019
Dorenhorf, sociólogo alemão, em seu livro “A lei e a ordem”, aborda o conceito de Anomia, o qual é definido como uma condição social em que as normas reguladoras dos comportamentos das pessoas perderam a validade. Hodiernamente, o cenário da criminalidade no Brasil, em especial o que tange os jovens, pode ser interpretado como uma condição Anômica, já que suas taxas recrudescem sistematicamente, e pode-se dizer que não mais há diretrizes que controlem a inserção dos indivíduos nesse cenário. Nesse contexto, torna-se necessária a discussão sobre os meios de coerção e das motivações que conduzem a parcela mais jovem para o sinuoso caminho da criminalidade.
A princípio, observa-se que o ambiente escolar serve como um primeiro meio de ingresso do indivíduo no ramo dos crimes. A má qualidade do ensino público brasileiro, combinada ao ambiente desestimulante em que o jovem se encontra, desperta uma desesperança em um futuro promissor através dos estudos, o que o leva, em muitos casos, à evasão escolar ou o simples desinteresse pela instituição.Diante disso, cabe salientar a reflexão do filósofo Immanuel Kant, o qual diz que “o homem não é nada além daquilo que a educação faz dele. Nesse cenário, em um contexto de fragilidade e desilusão, a atração para o mundo do crime é facilitada por aspectos psicológicos.
Outrossim, alguns métodos de coerção são empregados no recrutamento de novos meliantes. O tráfico de drogas, a priori, é visto pelos jovens como um mecanismo de ascensão social, uma vez que pelas vias tradicionais e legais não enxergam essa possibilidade, o que cria neles a ilusão da obtenção de poder. Assim, para a cooptação de novos traficantes, métodos como o posicionamento de integrantes nas portas das escolas de áreas controladas pelo tráfico são aplicados. Cria-se, portanto, um ambiente hostil que fomenta, cada vez mais, a criminalidade e, consequentemente, gera violência e ainda mais desordem para esses locais.
É evidente, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para a contenção das taxas de criminalidade entre jovens no Brasil. Desse modo, cabe ao MEC promover melhorias de ordens educativa e estrutural, por meio de aulas mais interativas que insiram os alunos no ambiente escolar, tornando-o estimulante, a fim de prover ao jovem um panorama que lhe dê a esperança de um futuro promissor que não seja pela criminalidade. Ademais, cabe à instituição da Polícia Militar a proteção desses alunos, utilizando-se, para isso, as rondas diárias nos bairros dessas escolas, tendo em vista o combate aos métodos de cooptação empregados pelas quadrilhas. Com tais medidas, pode-se atingir o objetivo de ter um país onde os jovens recorram à educação, em vez do crime, para sua ascensão social.