Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros

Enviada em 23/10/2019

Em 1941, na obra “Brasil, país do futuro” o austríaco Stefan Zweig relacionou a imagem de um país —Brasil — ao cenário de um paraíso. Hoje, todavia, é notório que a expectativa de futuro mencionada por Zweig não foi alcançada. Uma evidência disso é o aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros e o quanto isso influencia de forma negativa na vida deles. Nessa conjectura, é necessário combater esse infortúnio com mudanças nos âmbitos educacional e político.

Embora o número de menores que cumprem algum tipo de medida socioeducativa no país seja pequeno em comparação ao total de adultos presos, de acordo com a revista “O Globo”, esse número ainda é bem significativo. Isso ocorre, principalmente, entre jovens que crescem em condições de vida precárias, visto que, muitas vezes por não possuírem boas oportunidades de educação, acabam enxergando o mundo do crime como uma saída para ascenderem socialmente. Corrobora isso dados do Ministério da Justiça e Segurança Pública, que mostram que maior parte dos jovens envolvidos em crimes possuem renda baixa e educação de má qualidade. Logo, imprimir educação pública eficiente significa distanciar os menores das praticas criminosas.

Outrossim, é importante ressaltar a necessidade de ampliar programas públicos de combate à  criminalidade. De acordo com especialistas em segurança pública, o tráfico de drogas é um dos maiores responsáveis pelo envolvimento de jovens com práticas criminosas, já que o mesmo traz a ilusão de poder e ascensão social. Isso porque, apesar de o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) defender direitos sociais, muitos não têm esses direitos assegurados e acabam procurando outras formas de suprirem suas necessidades. Um bom exemplo desses programas é o PROERD — Programa Educacional de Resistência às Drogas—, que visa afastar os jovens das drogas e, consequentemente, da criminalidade. Logo, promover segurança e boa educação não é só uma questão político-social, mas um infringir de direitos fundamentais.

Infere-se, portanto, que a criminalidade entre jovens no Brasil é uma realidade e que medidas cabíveis devem ser apresentadas. Para tanto, compete às instituições de ensino juntamente com o Ministério da Educação promoverem o acesso à educação de qualidade, oferecendo bolsas de estudo a classe jovial desfavorecida, com o fito de coibir a opção dos jovens pelo crime. Além disso, é necessária a intervenção do Estado na ampliação de parcerias entre Polícia Militar e escolas, com projetos que visem intervir antecipadamente a entrada dos mesmos no crime, como o PROERD. Dessa forma, os direitos fundamentais serão assegurados e o crescimento da taxa de criminalidade entre o jovem brasileiro poderá ser combatido.