Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros

Enviada em 29/10/2019

De acordo com o filósofo prussiano Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”, assim, o papel do ensino é tido como determinante na construção do indivíduo. Dessa forma, a ausência de políticas púbicas voltadas ao estudo por parte do Estado corrobora para o aumento da taxa de criminalidade entre os jovens, uma vez que estes optam por levar uma vida à margem da sociedade, por não encontrarem amparo nas instituições de ensino e, consequentemente no mercado de trabalho.

A priori, é indubitável que a falta de escolaridade é aproveitada por organizações criminosas para aliciamento dos jovens no Brasil. Isso se deve a falta de perspectiva de futuro desses indivíduos, que não encontram oportunidades de terem uma educação digna a sua volta, por causa da baixa capacidade do estado em oferecer este direito fundamental. Como resultado disso, por exemplo, dados do G1 mostram que a porcentagem de menores envolvidos em crimes no Distrito Federal ultrapassa os 30%.

Ainda, a ausência da educação gera uma ocorrência injusta pelo mercado de trabalho. Segundo Martin Luther King, “a injustiça em lugar qualquer, ameaça a justiça em todo lugar”, mostrando, assim, que a marginalização de um grupo específico devido à escassez de empregos dignos na sociedade, fruto da indiferença do governo, é um retrocesso para uma nação em busca de justiça destes indivíduos no crime.

Consoante a lei da inércia, um corpo tende a permanecer como está, se nenhuma força for exercida sobre ele. Analogamente, é necessário mecanismos para mudar esta situação. Portanto, cabe ao Estado levar educação de qualidade a todas as regiões do país, através da criação de escolas e institutos técnicos, a fim de democratizar o ensino, tirando os jovens da criminalidade. Além disso, o Ministério do Trabalho em parceria com empresas deve proporcionar mais vagas de trabalho como jovem aprendiz, para que os mesmos tenham mais oportunidades de ter sucesso no futuro.