Aumento da taxa de criminalidade entre os jovens brasileiros
Enviada em 28/03/2020
O filme brasileiro “Cidade de Deus”, narra a história de Buscapé, protagonista, e sua perspectiva de uma vida melhor, fora da criminalidade da periferia que o circunda, em contraponto seus amigos de infância, Dadinho e Bené, tornaram-se bandidos perigosos. Fora da ficção, o aumento da taxa de criminalidade entre os jovens do Brasil é um cenário negativo do século XXI que necessita ser refletido. Nesse viés, não só a interferência do meio em que esses vivem, mas também a falta de ações afirmativas das escolas corroboram para a permanência e a persistência desse quadro.
A priori, conforme o filósofo iluminista, John Locke, “O homem quando nasce compara-se a um papel em branco, que vai sendo preenchido de acordo com suas experiências”. Acerca dessa premissa, a vulnerabilidade social dos jovens, moradores de comunidades, é um fator que levam-os a criminalidade, haja vista que o ambiente é nutrido de violência, tráfico de drogas e assassinatos. De modo pragmático, a convivência cotidiana com essas mazelas tornam-as ordinárias, conduzindo-os a marginalidade, pois consoante a teoria da Seleção Natural de Darwin, “O meio seleciona o mais apto a sobrevivência”. Dessa forma, ações plurais urgem à desconstrução dessa problemática.
De maneira análoga, de acordo com o educador brasileiro, Paulo Freire, “A educação é fundamental para a promoção das transformações sociais”. Fundamentada nessa lógica, a escola possui relevância na formação de sujeitos sociais capazes de transformar o meio no qual estão inseridos. Não obstante, nela há uma insuficiência estrutural educacional advinda da ausência de investimentos governamentais para o estímulo de projetos socioeducacionais, que por conseguinte afastam os jovens da escola e a vida na criminalidade passa a ser mais atraente. Sob esse ângulo, promover uma reflexão crítica do panorama hodierno é imprescindível à desconstrução da problemática.
Torna-se visível, portanto, que o aumento da taxa de criminalidade entre os jovens possui um conjunto de questões que necessita de uma diluição. Faz-se indispensável, logo, que o Governo Federal, com o Ministério da Educação, invista e incentive medidas socioeducacionais as escolas, por meio de palestras de pessoas que eram da periferia e que através dos estudos obtiveram uma vida melhor e a criação de aulas, denominadas eletivas, que trabalhem com o psicológico desses alunos, estimulando-os a pensarem em profissões e universidades. Com fito de imbuir perspectivas diferentes das do meio em que vivem e diminuir o número de jovens na marginalidade. Com tais implementações, mais adolescentes poderão ser “Buscapé” e reduzir “Dadinho e Bené” na sociedade.